WELT a visual song

As imagens exibidas no vídeo, assim como o áudio da edição, nos trazem diversos aspectos relacionados às características que não se prendem à uma única nacionalidade, mas que pelo contrário,  apresentam um mundo único, sem fronteiras.

Talvez a própria uniformidade da animação que introduz e finaliza o vídeo possa exemplificar esta característica, com ritmo e cores bem definidos e sem distinção entre os elementos, exemplo esse que pode ser reafirmado em outros momentos deste trabalho. De uma outra maneira também se pode captar uma relação inserida nas faixas de áudio que mistura elementos melódicos, música eletrônica e com a inserção de vozes e cantos, numa estrutura rítmica que não privilegia nenhum fator em específico mas se faz através da combinação dos mesmos.

Talvez pela carga simbólica da imagem ou mesmo da linguagem escrita, presente somente no vídeo, pode ser mais facilmente colocada uma relação direta com o sentido de Terra como habitat de todos, sem fronteiras. O globo como é colocado, captado em diversos momentos, mostra toda a urbanidade presente através da luzes das cidades, percebidas do espaço, pelas imagens do satélite tal como poderia ser percebida pelo olho nu e também por aquilo que só pode ser percebido através do uso da tecnologia, exemplificada pela imagem da Terra e suas diferenças de altitude. O uso deste tipo de ferramenta nos permite perceber o planeta como um todo, sem distinção de quaisquer tipos de fronteiras, sejam elas étnicas, religiosas, culturais ou sociais, diferenciando-se apenas o dia e a noite, sua topografia, explicitada pela presença de cores, texturas e do jogo entre luz e sombra presente nas imagens.

O Vídeo também contrapõe, de certa maneira, o homem como parte da natureza (como um mamífero e parte da evolução) e as construções humanas e suas convenções sociais (tal como vista nas imagens da retirada da liberdade), e a conseqüente geração de alguns efeitos da sociedade como a exclusão, e a vulnerabilidade humana.

nota: estes comentários críticos acima são do ‘assessor 3’ do conselho editorial da revista ‘Virus’ numa análise para publicação na edição 4, me pareceram dedicados e importantes para explicar o ‘Welt”, embora não o conheça agradeço a ele pela atenção. (jd)

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