Archive for the ‘ desenhos / drawings ’ Category

ARTE USÁVEL estampas & signos

Arte gráfica e ilustrações por João Diniz para serem usadas em impressões digitais em camisetas brancas de malha. As camisetas em todos os tamanhos que podem ser encomendadas sob consulta através de mensagens neste blog.

folha

volta aquarela

janela

ouropreto

volta linha

moon

baton

bola 2

bola 1

de finicoes

arquitetura

jdarq casa eugenia

jdarq scala

jdarq gameleira

jdarq ed royal

jdarq casa jorge

jdarq casa cruz

jdarq casa grimaldi

Sketch Collection JD + Plural na revista Elle

foto

#SugiraBrasil

SUGIRA

SUGIRA BRASIL 2013: Imagem e hashtag para sugerir e divulgar propostas e idéias que possam fazer avançar o nosso querido Brasil… #SugiraBrasil

A AVENTURA DO DESENHO

painel Unifor

O desenho é uma atividade natural do ser humano.

As crianças nascem e aprendem logo a desenhar quase que ao mesmo tempo em que aprendem a falar, andar e pensar.

Desde os tempos mais remotos as imagens desenhadas aparecem como os primeiros registros das observações e reflexões sobre o mundo em volta.

Do homem das cavernas, de milênios atrás, ao cyberman digital da atualidade vivemos num mundo de imagens que surgem, desaparecem ou permanecem a cada instante.

A maioria das pessoas diz que não sabe desenhar se esquecendo que na infância passaram momentos de desfrute e criação junto dos lápis e papeis sem sequer considerar se sabiam ou não, mas se descobrindo ao produzir novos traços e formas.

Aí perguntamos:

– Em que momento e porque as pessoas desaprendem a desenhar?

– Quem as desensinou?

– Esta foi uma censura externa ou interna?

Desenhar é correr um risco, nos dois sentidos: o risco-traço gráfico que registra a imagem ou o risco que arrisca o perigo de errar, de não conseguir a figura imaginada; mas também de poder gerar um registro que servirá a muitos no campo da comunicação informal ou programada, da beleza, da técnica ou da arte.

Nas línguas inglesa e espanhola existem dois sentidos para a palavra portuguesa ‘desenho’: eles usam ‘drawing/dibujo’ para definir o desenho técnico ou funcional; e a palavra ‘design/diseño’ para indicar o que entendemos por projeto.

A palavra design se traduz como desígnio, plano, intento, destino que são as missões de um projeto que pode ser transformador, revelador ou mesmo desagradável e predador.

Nesta missão das linhas não importa se elas foram geradas pela mão ou pelo computador que são meras ferramentas que manifestam os impulsos da mente e do espírito humano.

O desenho alcança seu papel mais importante quando se transforma em obra de arte, ou quando descreve um projeto, funcionando como um idioma gráfico que propõe o futuro.

Então, qual a sua relação com o desenho? Você ainda é capaz de se expressar através das linhas, das formas e das cores, sem se importar se alguém faz melhor, ou se não alcança a sua precisão desejada?

Não existe erro na espontaneidade.

Texto síntese dos argumentos sobre o desenho apresentados na palestra ‘Os Sentidos da Arquitetura’.
O  quadro da foto superior, foi desenhado pelo arquiteto José Eusébio Silveira ao vivo em 09/05/2013 na Escola de Arquitetura da Unifor em Formiga, MG com os projetos de JD enquanto eram apresentados. Após a exposição os estudantes foram convidados a fazer um grande desenho coletivo.

desenho coletivo Unifor

Paul, amizades e a camiseta

paul

Por sugestão da escritora Maria Antônia Moreira eu já havia desenhado a arte para uma camiseta comemorativa do show de Elton John em BH que teve um relativo sucesso.

A partir daí preparamos para o show de Paul McCartney em 04/05/2013 uma nova arte para camisetas, que foi imediatamente disponibilizada para aquisição e adotada pela Maria Antônia, Marcelo Xavier, Álvaro Gentil, e vários outros amigos como ‘uniforme’ oficial para assistir o show.

A empreitada coletiva, e a admiração por Paul e os Beatles, mereceu matéria no jornal Hoje em Dia em 03/05/2013 com texto de Elemara Duarte (abaixo) e fotos de Fred Haikal tiradas no local onde a ideia nasceu, o Café Book e BH.paul 004

A matéria:

Eles viveram a adolescência e a beatlemania típica dos anos 1960 em diferentes cantos de Minas Gerais. Unidos pela amizade, um quarteto – não de Liverpool, mas radicados em BH – planeja voltar aos tempos da juventude, amanhã, no show de Paul McCartney. Já está tudo pronto: ingressos garantidos, van fretada, camisetas personalizadas, letras na ponta da língua (há décadas) e entusiasmo de sobra.

Um deles é o artista plástico Marcelo Xavier. Mineiro de Ipanema, Leste de Minas, ele viu os Beatles pela primeira vez, em 1964, numa banca de revistas. “Eu era office boy e estava passando pela banca ao lado da minha chefe e vi a foto do quarteto maravilhoso, com franjas”, lembra nitidamente, hoje, aos 63 anos.

Xavier já ouvia Paul, John, George e Ringo no rádio, mas ver os donos das vozes com suas respectivas atitudes ançando moda foi outros 500. “Era uma época em que todo mundo usava topete. O mundo era muito comportado. Eles chegaram mudando tudo”, registra. Sem pensar duas vezes, Xavier decidiu seguir a seita roqueira made in Liverpool.

O show de sábado (4) é o fim de uma longa espera. “Só de estarmos no mesmo planeta com caras como aqueles já é demais. No mesmo show então, com um deles, nem se fala”, diz. Marcelo Xavier é cadeirante e foi ao jogo entre Cruzeiro e Nacional, no mesmo Mineirão onde acontecerá o show. “Não tive problemas. O estádio está completamente adaptado”, garante.

Encontro de gerações

Na mesma van irá a escritora Maria Antonia Coelho Moreira, 57 anos, junto da família: marido, filha, irmã, cunhado. “Era 1966, eu morava em Teófilo Otoni, região Nordeste do Estado. Lá, tínhamos apenas o pai de uma amiga nossa que viajava para o exterior, e que dava notícia dos Beatles para a gente”, lembra-se. Das viagens, ele trazia compactos com canções da banda para a alegria da turma.

Já em Belo Horizonte, Maria Antonia recorreu a um tio – beatlemaníaco – para aumentar seu repertório. “Quero me alimentar dessa energia deliciosa que aguardo desde a adolescência”.

O livreiro Álvaro Gentil, 50 anos, não mede esforços para ver Paul McCartney. Já foi a três shows do músico em outros cantos do Brasil. Ele nasceu em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, e conheceu a banda mais famosa do mundo já adulto. “John contestou, George era profundo, Ringo era o ritmo e o Paul é o mais musical. Me interesso muito pela carreira solo dele”, diz o responsável por descolar a van que vai levar a turma até o Mineirão.

Já o arquiteto João Diniz, 56 anos, ficou responsável pela estampa da camisa que uniformizará o quarteto mineiro. O desenho que Diniz fez foi postado no Twitter e no Facebook de Paul McCartney e foi compartilhado pelos fãs dezenas de vezes.

Uma curiosidade: quando tinha dez anos, Diniz já desenhava com a estética ultra colorida e fantástica da capa de “Yellow Submarine” (1966) e do filme “Magical Mystery Tour” (1967). “Minha mãe ficou muito preocupada com aquelas imagens que eu fazia. Então, me levou a um psicólogo. Que esclareceu: ‘Seu filho não está perdido!’ Esse psicólogo me absolveu”, brinca. Assim, uma mãe foi tranquilizada e, enfim, o pequeno fã pode exercer seu gosto musical em paz.

Assim como para Álvaro, ver Paul, para João Diniz, não é novidade, mas é sempre uma expectativa de emoção. Ele assistiu à apresentação do artista no último show, em São Paulo. “Gostaria que ele fosse mais experimental como em muitos lados B dos discos dele”, sugere.

PALAVRAS CONCRETAS

Os ensinamentos de Alberto da Veiga Guignard que pedia aos estudantes que ‘desenhassem sem tirar o lápis do papel’, levados adiante por Amílcar de Castro em sua obra gráfica e gestual, inspiram esta série de palavras/imagens caligrafadas por João Diniz onde o significado de cada vocábulo ganha expressão no signo gerado.

voz

é

eco

soa

som

amo

sim

só

paz

vida

la

ego

no

Dez-finições para titular ou, o nome que consome

dez finições

O mundo científico tem seus caprichos e requer definições, análises, titulações e esquemas intricados que fiquem à altura de suas buscas, vaidades e pretensões. O diagrama acima é uma matriz para nomear  trabalhos acadêmicos que queiram, partindo de um título pomposo iniciar sua trilha de sedução intelectual. O candidato,  pretendendo que um nome complexo é o primeiro passo para o sucesso, deverá montar da esquerda para a direita com os fragmentos de palavras e textos, a denominação de sua jornada cerebral em curso como: ‘A ausência para o universo’, ‘A ponência ao transverso’, ‘A carência com o perverso’, e assim sucessivamente, sem esquecer que um pouco de humor é sempre fundamental para qualquer longa caminhada, 😉 mãos a obra…