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VETOR VIVO arquitetura em aço por João Diniz

uma exposição de arquiteturas + es.cult/trut.uras em aço

APRESENTAÇÃO

O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal apresenta VETOR VIVO, a partir de 9/7/21 apresenta a exposição do arquiteto João Diniz que traz projetos arquitetônicos e es.cult/trut.uras realizados em aço compondo um conjunto de ideias espaciais, ao mesmo tempo habitáveis e artísticas.

As peças feitas em aço Gerdau foram concebidas de forma experimental e gestual através de maquetes em madeira respondendo às geometrias poliédricas, que proporcionam a estabilidade dos volumes definida pela articulação geométrica das linhas e arestas.

Segundo João Diniz,

“as barras retilíneas ou vetores estruturais podem ganhar vida a partir da manipulação, ao mesmo tempo, racional e intuitiva do aço, o que permite realizar tanto esculturas lúdicas e imaginárias, quanto edifícios reais e duradouros”.

A exposição apresenta 10 es.cult/trut.uras recentes do arquiteto, além do vídeo com seus principais projetos com estruturas e materiais metálicos.

REFLEXÕES FACETADAS

Formulações poético-teóricas sobre a exposição Vetor Vivo

por joão diniz / 2021

1

A reta é a conexão natural e direta entre dois locais, podendo conformar uma trama estável de intenções articuladas.

2

O Vetor Vivo nasce na harmonia da teia projetada e construída, revelando o fluxo das forças invisíveis através da geometria organizadora.

3

O traço sintético, principal célula da composição, é a semente da figura que revela o volume e propõe o espaço que repensa o vazio.

 4

Uma ausência ativa penetra o vácuo conectando seus ocos com uma ideia magnética que é, ao mesmo tempo, o texto e o desenho do pensamento.

5

No ambiente gerado por riscos experimentais nasce o idioma poliglota de conexões que conjugam uma múltipla sintaxe matemática e espacial.

6

A gravidade pousa através de vias condutoras, potencializando uma comunidade solidária de pontos, que deixam de ser abstratos ao realizarem a estrutura resultante.

7

A sombra descreve o arco móvel de contastes numa locução dinâmica que caminha com as fontes de luz ao longo do tempo contínuo.

8

O sólido resultante é como um cristal com sua habitável transparência onde, posições ainda inocupadas, são densas como um liquido estável e salubre.

9

O voo é a rota aérea onde se traça a imaginada meta, sujeita às solidas mudanças do ar e das miradas.

10

A linha do olhar é também uma dirigida intensão do buscar e do perceber, através de um especial enfoque, confirmando a possível unidade resultante.

11

Quando passa um cometa, ou se esboça uma figura, tem-se a ideia abstrata de trajetórias lineares, que só o caos ou a precisão, podem projetar, indicando uma órbita cheia de encantos e riscos.

12

Nas constelações, como nos desenhos, se conformam hipotéticas figuras que recitam mitologias sustentadas culturalmente por séculos de observações e indiferenças. 

13

O ativo repouso das rígidas barras compositivas promovem na poliédrica reticula a expressão múltipla de um ser multifacetado.

14

Quando as dinâmicas lineares aterrissam, entende-se a integração entre o solo e o ar, afirmando que o terreno e o cósmico se atraem.

EQUIPE VETOR VIVO:

João Diniz: projetos arquitetônicos, esculturas e concepção da exposição

Jessica Neves: arquiteta colaboradora

Bel Diniz: fotografia
Fabricação das Peças:  Accero Arte em Aço  

Vídeo ‘Arquiteturas em Aço por JDArq’:

Edição: Daniel Ferreira

Produção: Bel Diniz 

Fotografia: Marcilio Gazzinelli, Bel Diniz, Eduardo Rossi, Gustavo Romanelli, Joao Diniz 

Trilha Sonora: PTERODATA com a participação de: Zal Sissokho, Lamia Ryl, Marilene Clara , João Marcelo, Márcio Diniz, Rick Bolina, João Diniz 

Agradecimentos:

Bruno Castilho, Márcia Guimarães, Equipe MMGerdau, Lucas Carvalho, Beatriz Quaresma, Iara Napoli,  Bel Diniz, Daniel Ferreira, arquitetos e estagiários colaboradores no escritório JDArq, engenheiros e construtores, pessoal das obras, clientes e usuários dos projetos. 

Realização: MM Gerdau: Museu das Minas e do Metal

Patrocínio: Gerdau

Apoio: CBMM

EQUIPE MMGerdau:

Direção: Márcia Guimarães

Assessoria de Direção e Projetos: Mateus Nogueira

Assessoria de Comunicação: Paola Oliveira

Coordenação de Eventos: Stanley Dias

Coordenação do Educativo: Suely Monteiro

Curadoria de Geociências: Andrea Ferreira

Coordenação de Manutenção: Luciana Santos

Coordenação de Museologia: Carlos Jotta

Coordenação de Programação: Alexandre Milagres

Coordenação de TIC: Alexandre Livino

Design: Ana Paula Costa Andrade

SEMIBREVE e-book de joão diniz

Conheça/adquira essa publicação no link: https://amz.onl/jcHmLsj

Nesse seu livro SEMIBREVE o autor pratica uma síntese de ideias poéticas e filosóficas de forma compacta onde o texto conciso e preciso acessa ideias significativas para uma visão artística e libertária do cotidiano.

A leitura que, pode ocorrer de forma rápida ou descontínua, poderá trazer reflexões e desdobramentos criativos e motivacionais aos que interagirem com esses textos.

TURMA por joão diniz

pingüins tropicais, gambás sobreterrâneos, arquitetos de nuvens

poetas de silêncios, cenógrafos da bondade, cantores de perfumes

cozinheiros de carinhos e guerrilheiros de descansos…
.
professores de perguntas, funcionários de respostas, empresários do espírito

fotógrafos da verdade, sérios gargalhantes, centrados gozadores

promissores instantâneos e porta-vozes de surpresas…
.
médicos de sanidades, longevas bailarinas, amantes transparentes

beldades em discrição, engenheiros de delicadezas, atletas sem competição

costureiras do entendimento e domésticos peregrinos…
.
… tem de tudo na minha turma
.
soldados da humanidade, aposentados criativos, empolgados idosos

economistas da distribuição, urbanistas da natureza, maduros adolescentes

feiticeiros de ferias e sacerdotes do convívio…
.
provisórios melancólicos, anjos na multidão, fadas com caridade

musas de analfabetos, ricos em amizades, carentes esperançosos

conjugues em liberdade e pacientes conquistadores…
.
inspirados ociosos, ébrios de consciência, galantes não ansiosos

abastados desprendidos, modistas sem estação, lideres generosos

fatigados com disposição e sábios aprendizes…
.
…. tem de tudo na minha turma
.
texto joão diniz (pelo dia do amigo)

O LIVRO DAS LINHAS de joão diniz

A edição ‘O LIVRO DAS LINHAS’ lançado em dezembro de 2020 pela Caravana Editora está disponível também como e-book. No link https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/o-livro-das-linhas-e-book-formato-kindle/
A coordenação editorial é do super Leonardo Costaneto
Leia a apresentação do livro escrita pelo poeta Tonico Mercador

“O poeta é um arquiteto de ilusões no deserto”.

O verso acima faz parte de um poema escrito por mim há mais de 20 anos e publicado no Suplemento Literário do Minas Gerais: “As 10 Máscaras do Poeta”, inspirado nos amigos arquitetos que conseguem construir algo tão sólido e tão volátil quanto uma casa ou um sonho. Não sem razão, lembro que o “Manifesto das Sete Artes”, escrito por Ricciotto Canudo em 1923 estabelece a Arquitetura como uma das artes clássicas, juntamente com a Literatura, Escultura, Música, Pintura, Dança e Cinema. Dentre esses inspirados e inspiradores amigos artistas arquitetos, João Diniz se destaca, utilizando a literatura como arcabouço e a poesia como elemento para erigir sua catedral de sons com palavras-pilares que sustentam o seu mundo concreto e abstrato. Neste criativo, insensato, absoluto Livro das Linhas, cujos versos se empilham como um edifício, uma torre, um castelo, João Diniz confirma Kandinsky em seu livro Ponto e Linha sobre o Plano: “A linha geométrica é um ser invisível. É o traço que abandona o ponto ao se mover e, portanto, é o seu resultado. Surge do movimento ao destruir o repouso total do ponto. Aqui se dá o salto do estático ao dinâmico”. Aqui, são várias as linhas que se movem, como se João Diniz quisesse, com elas, mostrar que é possível semear o deserto com palavras, que poemas podem conduzir o homem abandonado, o homem só, a uma outra paisagem, a um estimulante devir”. Tonico Mercador

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AUTO-ARQUITETURA: uma possibilidade

Com o ‘#fique em casa’ surgem novas demandas para o espaço doméstico com o aumento de atividades remotas e virtuais como o teletrabalho, reuniões, aulas, lives e outras.

Nessa nova configuração alguns locais da casa se transformam compulsoriamente em um tipo de cenário ou estúdio improvisado, e passa a ser observado por interlocutores distantes num tipo de invasão de domicílio.

Até mesmo cada co-habitante ou membro da familia passa a necessitar de seu próprio novo ponto de recolhimento pessoal e sonoro para que realize suas tarefas interativas.

O espaço domestico não estava organizado para essas novas exigências e a AUTO-ARQUITETURA propõe o remanejamento crítico das áreas de ação e permanência pessoal a partir das demandas detectadas pela pessoa interessada em melhorar sua qualidade de vida.

Nesse contexto a intimidade dos moradores deve ser mantida, e é através desse remanejo dos locais do dia a dia, principalmente os do trabalho remoto, que a gradação pública-pessoal ideal será alcançada. Isso permitirá que as pessoas revelem, através de suas câmeras conectadas, e da transmissão voluntária de sua imagem, a atitude e argumentos que as fazem sujeitos ativos nas questões de uma nova época convulsa.

A ideia é que esse re-arranjo seja feito com recursos e peças já existentes, sem qualquer nova aquisição, obra ou serviços complexos, numa atitude não consumista e sustentável.

‘Fazer com o que tem’, é o mote. Pode-se através de uma simples revisão de posições do mobiliário, por exemplo, descobrir novas possibilidades de uso, de luz natural, de ventilação e de visadas até então não provadas num lar doce lar.

Os moradores, detectando essas atuais necessidades, podem experimentar a AUTO-ARQUITETURA pessoalmente, ou melhor, com a ajuda presencial ou remota, de profissionais, ampliando o potencial e flexibilidade do local onde estão, e melhorando a saúde e vitalidade de seu presente e futuro.

Vamos tentar?

Joao Diniz / agosto 2020

CANTO AO BATISMO

nós te batizamos

em nome do pai, do filho,

da mãe, irmãos, avós, tios, primos,

amigos presentes, e futuros,

e do espírito santo

e de todos outros espíritos do bem

e aproveitamos para pedir em união:

que águas como a derramada

por João sobre Jesus no rio Jordão

permaneçam puras em nossa terra

e em outros cantos do planeta

e que nos lavem de todo desamor, arrogância,

tirania, dominação, indiferença e desanimo

pela vida que seguirá adiante, individual e coletiva

que essa pureza transparente,

possa te acompanhar pelos caminhos

nas varias etapas da existência,

desde a semente, no corpo da mãe,

à maturidade entre os mais jovens e descendentes

que saibas combater

as forças e energias opostas

com atitudes de compaixão, fé e liberdade,

plenas de tolerância, decisão e entusiasmo

que a alma se sobreponha à matéria

e que a construção de riquezas

acumule uma fortuna de paixões, companheiros,

instantes inesquecíveis, explosões de sentidos,

carinhos e epifanias,

neutralizando qualquer possibilidade de pecado,

banal ou original

que tenhamos juntos uma postura de gratidão

e disposição para reescrever as orações

em função das circunstancias, lutas,

necessidades e conquistas de cada momento

e que esse batismo seja diário

p/ Eduardo, Nina, Marcelo, Nuno

jd 2016

SEMIBREVE um livro instantâneo

ASTROLÁBIO filme curto de joão diniz

Clique em ASTROLÁBIO para assistir a uma navegação urbana por Salvador/Bahia incluindo imagem, sons e textos de joão diniz.

salvador

 

DIÁRIO IMAGINADO de joão diniz

diario imaginado logoa agenda em branco chegou no fim de ano, os episódios  foram anotados caligraficamente em forma de poemas, breves impressões cotidianas, tempos vividos e desvividos, observadas, exageradas ou inventados

esses fragmentos ou calendário de notas foram escritos sem ajustes, mas, em seguida após digitados, foram submetidos ao editor e, agora, ao leitor, que, ao ler estes breves apontamentos vão selecionar os dias a serem esquecidos ou lembrados

conheça a primeira revisão desse texto no link DIARIO IMAGINADO

ALÉM Pterodata cine-clip