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A AVENTURA DO DESENHO

painel Unifor

O desenho é uma atividade natural do ser humano.

As crianças nascem e aprendem logo a desenhar quase que ao mesmo tempo em que aprendem a falar, andar e pensar.

Desde os tempos mais remotos as imagens desenhadas aparecem como os primeiros registros das observações e reflexões sobre o mundo em volta.

Do homem das cavernas, de milênios atrás, ao cyberman digital da atualidade vivemos num mundo de imagens que surgem, desaparecem ou permanecem a cada instante.

A maioria das pessoas diz que não sabe desenhar se esquecendo que na infância passaram momentos de desfrute e criação junto dos lápis e papeis sem sequer considerar se sabiam ou não, mas se descobrindo ao produzir novos traços e formas.

Aí perguntamos:

– Em que momento e porque as pessoas desaprendem a desenhar?

– Quem as desensinou?

– Esta foi uma censura externa ou interna?

Desenhar é correr um risco, nos dois sentidos: o risco-traço gráfico que registra a imagem ou o risco que arrisca o perigo de errar, de não conseguir a figura imaginada; mas também de poder gerar um registro que servirá a muitos no campo da comunicação informal ou programada, da beleza, da técnica ou da arte.

Nas línguas inglesa e espanhola existem dois sentidos para a palavra portuguesa ‘desenho’: eles usam ‘drawing/dibujo’ para definir o desenho técnico ou funcional; e a palavra ‘design/diseño’ para indicar o que entendemos por projeto.

A palavra design se traduz como desígnio, plano, intento, destino que são as missões de um projeto que pode ser transformador, revelador ou mesmo desagradável e predador.

Nesta missão das linhas não importa se elas foram geradas pela mão ou pelo computador que são meras ferramentas que manifestam os impulsos da mente e do espírito humano.

O desenho alcança seu papel mais importante quando se transforma em obra de arte, ou quando descreve um projeto, funcionando como um idioma gráfico que propõe o futuro.

Então, qual a sua relação com o desenho? Você ainda é capaz de se expressar através das linhas, das formas e das cores, sem se importar se alguém faz melhor, ou se não alcança a sua precisão desejada?

Não existe erro na espontaneidade.

Texto síntese dos argumentos sobre o desenho apresentados na palestra ‘Os Sentidos da Arquitetura’.
O  quadro da foto superior, foi desenhado pelo arquiteto José Eusébio Silveira ao vivo em 09/05/2013 na Escola de Arquitetura da Unifor em Formiga, MG com os projetos de JD enquanto eram apresentados. Após a exposição os estudantes foram convidados a fazer um grande desenho coletivo.

desenho coletivo Unifor

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PAVILHÃO ALPHA / ALPHA PAVILION


A transparência revela o lago e o bosque / O pavilhão é o espaço livre e polivalente / Inaugurado para o evento Casa Cor 2008 e / Mantido como sala de lançamentos da InPar Construtora. / O vão livre de 20 metros com sete treliças a cada 6,20 / Estabiliza as fachadas laterais contraventadas / A passarela conecta a construção existente / As paredes laterais em vidro são acusticamente inclinadas / A ventilação cruza pelo topo das paredes e portas corrediças / Montado em 20 dias com os tubos metálicos e cristal / Busca a leveza e a agilidade na urgência de existir

Transparency unveils the lake and the woodland / The pavilion is an open, multi-use space / Intended for the event Casa Cor 2008 and / Kept as lounge for announcements of InPar constructors. / The 20-m span with seven trellises spaced 6.20 m / Stabilize the head-winded laterals / The footbridge connects the existing building / Glazed lateral walls are acoustically sloped / Ventilation crosses over walls and sliding doors / Assembled in 20 days with metal tubes and crystal / It searches for lightness and agility in the urgency to exist.

local: Alphaville, Nova Lima, MG; área construída / built area: 920,00 m2

equipe de projeto / design team: arquiteto / architect: João Diniz; arquitetos colaboradores / associate architects: Priscila Garcia, João Pedro Torres, Jose Luis Baccarini, Mauricio Lage, Isabel Diniz

desenho estrutural / structural design: Francisco Silva; tubos estruturais / structural tubes: Vallourec & Mannesmann Tubes; cálculo estrutural / structural engineer: Euler Guerra; montagem da estrutura / structure contractor: Pórtico Estruturas Ltda; aço / steel: VMB 300; peso da estrutura / structure weight: 42 ton; construção civil / civil engineer: Nicola Peluso; vidros / glasses: Viminas Ltda, Total Vidros Ltda.; iluminação / lighting: Ernesto Lolato, La Lampe; acústica / acoustics: WSDG acoustic design, Renato Cipriano; fotos / photos: Marcilio Gazzinelli

prêmio Arquitetura em Aço / Steel Architecture award: X Premiação IAB MG, 2008

CRUZEIRO VERDE requalificação do Mercado do Cruzeiro em BH.


Vista aérea geral

PREMIAÇÃO DE ARQUITETURA VIVA O MERCADO! Proposta de Requalificação para o Mercado do Cruzeiro e entorno em Belo Horizonte, o projeto foi  um dos  três finalistas escolhidos por juri técnico e segundo colocado no voto popular ocorrido em 27/08/2011. 

Equipe de arquitetura apresenta solução alinhada com conceitos de ecologia e sustentabilidade que prevê o Mercado do Cruzeiro como um novo parque urbano.

Na entrevista abaixo, seguem os principais pontos deste projeto:

equipe: JOÃO DINIZ ARQUITETURA LTDA 

arquitetos: JOÃO DINIZ coordenador / JOSÉ LUIZ BACCARINI NETO / PEDRO GUADALUPE colaboradores / MARCÍLIO GAZZINELLI fotógrafo

P: Quais os principais conceitos do projeto?

R: O projeto nasce a partir da discussão a respeito do atual Mercado de Cruzeiro e entorno, seus problemas e potenciais. Analisando o local percebemos que a principal área de implantação seria o longo ‘talude’ que separa o mercado da Universidade Fumec e do parque Amilcar V. Martins, o parque da Caixa D’Água. Este ‘talude’ é terreno de propriedade da Prefeitura Municipal e não acrescenta qualquer beleza à área, em grande parte é impermeabilizado e não vegetado. Outras possíveis áreas livres de implantação seriam o subsolo sob o atual estacionamento/acesso do mercado ou o talude junto à rua Opala, mas estes setores foram descartados por apresentarem bastante árvores e serem mais descontínuos. Uma análise deste ‘talude’ nos remete à natureza topográfica do local, ao antigo monte, anterior a qualquer construção, e ao perfil ondulado sobre o qual se localizam hoje a universidade e o parque da Caixa D’Água. Este perfil natural se completa com a paisagem construída das ruas Ouro Fino, que tem características mais comerciais e de serviços, e da rua Oliveira que é mais residencial. A figura resultante do corte deste ‘talude’ natural sugere o linha escalonada que definiu a imagem do edifício, que será destinado a garagens e lojas no térreo, também a garagens nos demais pavimentos, e se completa com dois edifícios nos extremos do conjunto com alturas e usos compatíveis com as já praticadas e/ou permitidas em cada uma destas ruas. A idéia foi em nenhum momento barrar a visão da universidade para a cidade, triplicar a área do mirante existente criando a grande praça superior, criar um acesso natural de pedestres ao parque da Caixa D’Água, além de resolver os problemas funcionais do entorno. As áreas de estacionamento poderão ter acessos e saídas pelas ruas e pela universidade não gerando tráfego no interior da praça a ser criada ao nível do mercado.

Planta de Situação

P: Como as atividades se distribuem ao longo do projeto?

R: O ponto de partida foi a total liberação da área em frente ao mercado onde será criada uma praça com nome sugerido de Praça Éolo Maia prevendo entre generoso paisagismo: arena para apresentações culturais, espaço para playgrounds, área de ginástica e caminhadas, horta orgânica e caramanchão para permanência dos moradores que dá seqüencia ao volume do restaurante Parrilla que será mantido. Ainda nesta praça está o início da rampa que é o percurso lúdico que leva ao parque da Caixa D’Água, onde as pessoas podem caminhar, permanecer ou pedalar, desde a praça em frente ao mercado até o parque em rampa específica para pedestres de inclinação não superior a 10%. No andar térreo do edifício estão as novas lojas que, junto a parte do estacionamento, trarão recursos à administração do mercado e duas torres de escada e elevadores que dão acesso ao mirante do parque e aos andares dos estacionamentos.

P: Quais os atributos ecológicos e de sustentabilidade ambiental da proposta?

R: O projeto prevê ampla acessibilidade universal e social a todas as áreas, reaproveitamento de águas servidas e pluviais, criação de novas áreas verdes e permeáveis, requalificação paisagística com criação e de locais para horta orgânica, fruticultura e jardinagem com fins de educação e abastecimento, áreas para ginástica e promoção da saúde, criação de usina solar fotovoltaica no teto do mercado que fornecerá parte da energia ao conjunto, criação de programas e espaços de educação ambiental, e integração social e ambiental da Vila do Pindura Saia.

P: Como ficam solucionados os problemas de trânsito e estacionamento no entorno?

R: O fator de maior impacto no tráfego da área é a universidade que congestiona as ruas durante o dia e parte da noite. Nosso projeto cria 936 vagas de estacionamento cobertas e descobertas ao longo de seus pavimentos ligados por rampas de veículos. Estes estacionamentos poderão ser acessados desde as ruas ou até, se for o caso, pela universidade em sua parte mais elevada. As áreas internas de acesso aos estacionamentos serão dotadas de faixas de acumulação nas entradas não impactando as ruas de acesso. Nas áreas de maior tráfego nos pavimentos inferiores haverão rampas específicas de subida e descida de veículos. O uso destas vagas será dividido entre os usuários do mercado, dos edifícios propostos, da universidade e dos moradores e visitantes da área.

P: Como será a integração da comunidade do Pindura Saia?

R: Esta comunidade interage muito bem com o mercado sendo que vários de seus moradores trabalham lá, mas apresenta problemas de qualidade ambiental em alguns de seus espaços devido a sua ocupação e construção espontânea e irregular. A idéia é que sejam mantidas as principais construções mas que se abram espaços vazios no interior desta comunidade, e até de criação de alguns serviços. Estes novos vazios trarão mais ventilação e iluminação às construções remanescentes e incentivará o dialogo desta comunidade com os moradores da região propondo um convívio integrado, e até educativo, sugerindo que diferentes tipologias e classes sociais podem interagir no espaço urbano democrático. A praça defronte a OAB junto a esta comunidade será também integrada. Estas ações de integração do Pindura Saia serão objeto de um sub-projeto específico dentro do projeto do novo Mercado do Cruzeiro.

P: Como o projeto vai qualificar o seu entorno?

R:O entorno sofrerá visíveis melhorias através da criação da nova praça em frente ao mercado com acessibilidade ao parque, o mercado propriamente dito será restaurado e ganhará novos espaços de uso, os problemas de tráfego e estacionamento serão enfrentados, a vila Pindura Saia será integrada, o entorno ganhará mais áreas verdes, de permanência e de prática de esportes e cultura. O novo mercado será um novo pólo atrator de encontros, cultura e educação.

P: Quais as vantagens para os feirantes do mercado?

R:Como contrapartida para a disponibilização da área pública para implantação dos empreendimentos, os investidores deverão fazer a reforma e revitalização do mercado atual, construção de novos mezaninos, se necessários destinados a espaços gourmets e outros, urbanização e integração, como praça e área de lazer, da atual área de estacionamento do mercado e ainda disponibilizar aos feirantes vagas de estacionamento no edifício garagem e 39 novos espaços modulares no pavimento térreo do edifício, e ligados à praça, que serão exploradas por eles e podendo atender a usos diversos. Os feirantes desta maneira terão seu estimado mercado mantido e requalificado, e contarão com novas áreas de atividades e de aportes de recursos para a manutenção do mercado e de sua associação.

P: Quais as vantagens para a Prefeitura de Belo Horizonte?

R:Esta é uma grande oportunidade da administração municipal demonstrar seu espírito democrático ao adotar um projeto que tem apoio dos feirantes e dos moradores do bairro. A prefeitura, nesta operação, estará disponibilizando novos equipamentos urbanos à comunidade, restaurando o mercado, revitalizando um espaço público e tradicional da cidade sem gastar nada do seu orçamento ou seja com endividamento privado. A seção da área do talude e aprovação do projeto deverá ser objeto de uma operação urbana integrada entre setores públicos e privados, fora dos padrões vigentes, mas inovadora o que agregará visibilidade e repertório de novas soluções à administração pública. Algumas das novas áreas criadas no projeto poderão trazer um aumento da receita atual da prefeitura que recebe o aluguel das bancas do mercado. Todo o patrimônio construído após o prazo da concessão, que pode variar entre 20 e 30 anos, de exploração da área publica por parte dos investidores passará a ser de propriedade da prefeitura e da cidade de Belo Horizonte que terão para si todo este ativo.

P: Como explicar construtivamente o edifício?

R: O edifício ocupa a faixa de15 metros ao longo de todo o talude existente. Paralela ao edifício será construída a cortina/arrimo de concreto afastada 2,5 metros do edifício para ventilação cruzada das garagens. O edifício está modulado em 10,00 x15,00 metros e as rampas de veículos e pedestres serãoem balanço. Haverão duas torres de circulação vertical com elevadores e escadas sendo que uma destas torres dá acesso ao Parque da Caixa D’Água. O pergolado alinhado com o edifício do restaurante Parrilha será em madeira ecológica criando áreas sombreadas atirantadas com cabos de aço.

P: Como o projeto será viabilizado economicamente?  

R:A sustentabilidade econômica e financeira deste empreendimento se dará pelo equilíbrio entre os investimentos exigidos no projeto, as receitas geradas aos investidores e o prazo da concessão. Os recursos para o projeto e construção virão da iniciativa privada, através de investidores imobiliários que acreditarem e se associarem ao projeto. O empreendimento gerará receitas provenientes da exploração comercial do estacionamento, das novas lojas e dos dois edifícios que compõem o conjunto. Os investidores terão a posse e legitimidade de exploração dos dois edifícios  e da garagem, Os feirantes têm a posse e legitimidade de exploração de parte das vagas de estacionamento e dos 39 espaços modulares, além de ter, sem ônus, o espaço do mercado e atual área de estacionamento reformados, ampliados e urbanizados.

 P: Como e em que proporções será a exploração dos espaços do projeto?

R: O projeto básico proposto prevê a implantação de um edifício garagem com disponibilidade de 936 vagas e 39 espaços modulares, equipamento urbano de apoio à comunidade, usuários do mercado, usuários da faculdade e todo o entorno. Estão previstos também a implantação de dois edifícios com 60 unidades cada gerando área construída que completará a sustentação econômica para o empreendimento e terão usos compatíveis com a legislação e necessidades funcionais da área tais como apartamentos residenciais, moradias estudantis, e até usos comerciais e/ou hoteleiro (estes na rua Ouro Fino, que já apresenta características de uso misto) se for permitido e aprovado pela prefeitura municipal e comunidade local.

Dados técnicos: área total dos estacionamentos (cobertas e descobertas): 30490m² / número total de vagas: 936 / área total das rampas externas (veículos e pedestres): 2908m² / área total das 39 novas lojas: 655m² / área do edifício 1 rua Oliveira (60 unidades em 9 andares): 2968m² / área do edifício 2 rua Ouro Fino (60 unidades em 9 andares): 2633m² / área total urbanizada: 10864m² (praça) / 1100m² (mirante) / área total construída: 38999m² / numero máximo de pavimentos no mirante: 10 pavs.

SCALA WORKCENTER

SCALA WORKCENTER / João Diniz Arquitetura

A avenida do Contorno, antiga fronteira / O limite previsto da cidade planejada / O edifício nesta linha, na área dos hospitais / Num encontro de construções e saúdes / De expansão urbana e serviços médicos. / A imagem tecnológica do corpo construído / Refletida numa figura humana e mecânica: / A base aberta à rua, três níveis de garagens / O corpo central fragmentado e o anel-aura / Que redefine circularmente o horizonte. / O escalonamento do volume reinterpreta / A lei urbana ao propor o prisma inclinado / No limite próximo da pele e da ossatura / Dos amarelos e brancos metálicos / Apoiados no volume-torre de concreto / Tubo vascular de apoio da estrutura em aço / Fluxos vivos em crus minérios artificiais.

Contorno Avenue, an ancient border / The intended limit of the planned city / The building in that line, an area of hospitals / In a meeting of buildings and health / Of urban expansion with medical attention / The technological image of the built body / Reflected in a human and mechanic figure: / The base opened to the street, three garage floors / The fragmented central body and the aura ring / Redefining the horizon in a circle. / The escalation of the volume reinterprets / The urban law by proposing the inclined prism / In the limit of the skin and bones / Of yellow and white metals / Supported in the concrete towering volume / A vascular tube in support to the steel structure / Living flows in crude artificial ores.

projeto / project: 1995; obra / completion: 1998; local: Avenida do Contorno 9636, Belo Horizonte, Minas Gerais; área do lote / site area: 865,00 m2; área construída / built area: 5500,00 m2

arquiteto / architect: João Diniz; arquitetos colaboradores / associate architects: Adriana Aleixo, Daniela Fenelon, Fabiana Couto

construção / contractor: Ponta Engenharia Ltda, CVA/Tríade; estrutura metálica /        steel structure: Codeme; aço / steel: Usicivil 300; peso da estrutura / structure weight: 540,00 ton; fotos / photos: Marcílio Gazzinelli

Steel Life: arquiteturas em aço por João Diniz

STEEL LIFE: arquiteturas em aço no novo livro de João Diniz

Compre o livro no site da JJCarol em para comprar o livro Steel Life de Joao Diniz

O arquiteto João Diniz apresenta o seu novo livro Steel Life: arquiteturas em aço / metallic architectures destacando seus projetos e obras construídas que fazem uso de estruturas metálicas.

O livro surgiu da indicação do CBCA: Centro Brasileiro da Construção em Aço que destacou alguns arquitetos brasileiros à editora JJCarol de São Paulo que os incluiu em sua já conhecida Coleção Portfólio Brasil que apresenta trabalhos de diversos profissionais nas áreas de artes plásticas, design, fotografia e arquitetura.

No presente livro João Diniz apresenta sua obra em aço em diversas escalas e atitudes conceituais. Na publicação as obras estão classificadas em: Estruturas que podem ser Completas, Hibridas, Artísticas, Design e Cidadãs, onde dialogam com necessidades sociais. Dentre estas classificações estão  projetos e obras para torres comerciais; residências; edifícios para fins acadêmicos, esportivos e culturais; esculturas, e mobiliário urbano e domestico.

A edição conta com apresentação de Roberto Segre destacado crítico da arquitetura latino-americana que já publicou dezenas de artigos e livros sobre o assunto. Em seu texto Segre comenta:

‘João Diniz pertence ao grupo de vanguarda que propôs resgatar através da arquitetura a identidade ambiental e cultural de Minas Gerais, caracterizada economicamente pela seqüência da exploração mineral, inicialmente com o ouro no período colonial, e no século vinte com o ferro e a siderurgia.

O arquiteto soube, ao mesmo tempo, relacionar a sua sensibilidade aberta a outras manifestações culturais – o desenho, a fotografia, a escultura, a música e a poesia – com a versatilidade das estruturas metálicas. Nas obras apresentadas neste livro se evidencia a multiplicidade de caminhos existentes na utilização do aço.’

O editor de fotografia é Marcílio Gazzinelli, reconhecido profissional que atua em diversas áreas da profissão com destaque para a fotografia industrial e de arquitetura.

Também merece destaque o diferenciado projeto gráfico assinado por Mariana Hardy e Rodrigo Marchezine que propõe uma nova abordagem para o livro de arquitetura.

Os textos escritos por João Diniz na introdução e para cada projeto apresentado propõem uma linguagem própria situada entre a técnica e a poesia sugerindo canal de comunicação acessível tanto para profissionais da área como para o publico em geral. A edição é bilíngüe português/inglês.

O livro contou com o apoio do CBCA: Centro Brasileiro da Construção em Aço, da V & M Tubes do Brasil, da Gerdau-AçoMinas, da Usiminas, da Universidade Fumec e da Pórtico Construções Metálicas.

Compre o livro no site da JJCarol em para comprar o livro Steel Life de Joao Diniz

O livro já foi lançado, acompanhado de palestra do arquiteto, em Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Itaúna, São João del Rey, Montes Claros e Gdansk na Polonia. Novos lançamentos estão sendo programadas.

Conheça abaixo algumas páginas da publicação:

 

Thinking about a metallic age, by João Diniz

The timeline, the human eras

Are told by iron and stone voices

The Greek word metal means searching, prospecting

Sounding millenniums of conquests, discoveries.

In the nature, gold, silver, platinum, mercury and copper are pure

The others were rusty mysteries at first

Such as bauxite and hematite that are refined into aluminum and iron.

In the fires of 10000 years, tin and lead

Were soft metals that announced the Copper Age

The first of the metal ages that followed the Neolithic.

In 6000 BC ovens, copper tools and weapons emerge

And the idea of metallurgy, in Persia, Turkey, Mesopotamia.

Copper plus tin open up the Bronze Age in 2000 BC

Armors, spears, fights, Odyssey, Iliad and warriors.

The two metals make history, but in 1500 BC they are scarce.

There comes the Iron Age, a new stage, the second millennium.

High temperature hematite and pyrite make iron

Coming not only from meteors, it crosses the Middle Age to

The Gothic era, the Renaissance in the forges of monks and artisans.

Iron combined with carbon in low percentages turns into Steel.

And from the pig iron, smelting iron ore with coke and limestone

In a blast furnace, in 1855 we started in England

To produce steel in large scale, there comes the Steel Age,

The age we all live in.

In the times of mid-19th century, the world was really changing.

Machines, stations, industries, railways, engines, workers

Reinvented the history where iron is the primary agent.

Engines and fossil fuels are now used in large scale,

Ancient regenerative cycles of nature are broken

Life is transformed by an endless progress vision.

The new construction logic of the economy of means

Seems to resume the Gothic era (1) and emphasizes structural geometry.

The new optimism, fascination and amazement were displayed

In world’s fairs, factories, bridges and railway stations

Building new metropolises, New York, London, Berlin

And symbolic works, Crystal Palace (2), Eiffel Tower (3), Brooklyn Bridge (4),

Echoed in the odes of Manhattan, Mayakovski and Lorca

Reflected in the Parisian experiences by the philosopher Benjamin.

Times of changes arriving resolute to the 20th century

And invented the modern architecture by eliminating excesses,

Seeking essences, the machine house, the new spirit.

The dogma of Less is More by Mies van der Rohe (5)

From a cultural perspective of construction industrialization,

And in the works by Buckminster Fuller (6) in the search for lightness

And nature lessons that inspire the human ingenuity.

Legacies that have been construed and translated ever since

By architects and builders from all over the world

In Brazil, many traditional works were already in free structure:

The Xingu Indian hut (7), primitive wattle and daub cottages,

Metal sheet houses in the Amazon, the colonial architecture (8).

We also had our first cast iron stations (9),

Railroads, industries, theaters, large spans, bridges…

The Brazilian modern architecture, skilful in the use of reinforced concrete,

And that amazed the world in the mid-20th century,

Also had works in steel, with own concepts and images.

Steel structures are in the buildings of Brasília,

And then became a part of our recent history in works by

Niemeyer (10), Lúcio Costa (11), Sérgio Bernardes (12), Éolo Maia (13).

At the same time steel is strengthened in new issues,

In a moment that the Earth is more concerned than ever

About its health, future, survival, sustainability,

Metal works emerge as a consistent alternative for

Lightness, transportation, disassembly and recycling.

Iron ores, steel & iron plants, and a recent constructive tradition

Make steel an important inspiration for the national architecture.

New experiences and distinguished authors emerge every day

Disclosing multiple possibilities and systems for the material.

Works by João Filgueiras Lima, nicknamed Lelé (14), are good examples

Of how technology and the Brazilian culture can demonstrate

Our times their vitality, creative and ecological spirit.

Present and future are challenging more than ever

In the many alternatives that are posed to architects

Through the responsibilities that are now in our hands.

The works presented in the book Steel Life

Are the metallic portions of our architectural production.

In Minas Gerais, iron is in the mountains,

The steel production and the thoughts by many professionals

Contaminate us with such a metallic poem

And generate job and reflection opportunities.

The projects and buildings presented here are organized

By their main relations with steel and its use.

Therefore EC or Complete Structures are works that adopt

The metal as single and main supporting element

Resulting as a conceptual product aesthetically aligned to the option.

EH or Hybrid Structures are projects joining together

Metal construction and masonry construction

Responding to demands from each side of the buildings.

In those cases, steel elements are placed

Where transparency and lightness are most required.

AC or Citizen Steel refers to situations where steel

Generates community instances of integration and public use

Participating as an agent of urban dynamics

Or a delineator of the scenario and social transformations.

AA or Artistic Steel refers to cases where the material

Defines an object, not necessarily architectural

But participating as a sculptural or spatial element

Qualifying with surprise and culture a given environment.

Such projects and buildings respond to different demands,

Coming from specific clients, individual or corporate,

Or from public requirements where an urban administration

Generates and hires for a project situation we have to address.

There are also architectural contests and academic researches

Situations in which we are voluntarily involved

And we can investigate elements never tried before.

And, last, there are working situations that we embrace

With no specific demand or need, for the joy of doing it,

Or for the wide significance of the craft that is Architecture,

Or just to keep the flame burning up to the

Moment when a new problem is imposed for us to solve.

Now in the 21st century, that new stage of the Steel Age

In a parallel between art and the construction of a new time

We should refuse the Still Life

And with this material of our time search for living life

In the experiences and works in progress in our Steel Life.

Introduction text by João Diniz for his book Steel Life: metallic architecture

Editora JJCarol, São Paulo, 2010

The freedom of a versatile steel, by Roberto Segre

A foreword by Roberto Segre for the book STEEL LIFE

The use of steel in architecture is reaching its third century. The structural revolution started in the 19th century, in the advanced works by Gustav Eiffel and was consolidated with the proliferation of business skyscrapers in downtown Chicago. But the constructive elements – beams and columns – had not yet had an aesthetic significance, hidden as they were inside masonry boxes and decorated facades. Mies van der Rohe was the architect who accepted, prepared and disseminated the formal purity of the steel structure, which, combined with the glass transparency, has defined the typology of the light box – horizontal and vertical – used in houses and tall buildings along the 20th century. An extensive group of architects has been identified with the strict rationalism imposed by industrialized metal components – serial and normalized: among others, Skidmore, Owings & Merrill, Craig Ellwood, I. M. Pei, Eero Saarinen, Arne Jacobsen. But, at the same time, the plastic possibilities of steel were evidenced and – just like reinforced steel – would allow for the conception of free, sculptural forms. The Russian constructivists were the first to associate steel with a new avant-garde aesthetics, based on the iconic images that would identify the advancements of socialism: they are the utopian fantasies by V. E. Tatlin, Ivan Leonidov and Ja. G. Chernikov.

The rigid simplicity of the box was left behind when new structural elements emerged, established by differentiated linear components and articulation knots, allowing for very large spans, basically developed by Buckminster Fuller and Konrad Wachsmann in the USA. The criticism about the anonymity of the International Style starts in the 1950’s with the English New Brutalism and emerges with the South Hunstanton steel structures by Peter & Alison Smithson. It was the beginning of a plastic experimentation continued up to the present days, in the works by Renzo Piano & Richard Rogers; Norman Foster; Nicholas Grimshaw; and whose formal and structural freedom may be noticed now at the dawn of the 21st century, with the inventions by Frank Gehry, Santiago Calatrava, and Herzog & de Meuron. We should also mention the “bird’s nest” Beijing 2008 Olympic Stadium as an icon of renewed aesthetics based on the versatility of the steel structure.

The works by João Diniz are inserted in such a creative dynamics. He belongs in the avant-garde group that suggested the redemption of the Minas Gerais architecture, as well as cultural and environmental identity, economically characterized by successive mining cycles, initially with gold in the colonial era, and in the 20th century with steel & iron. In architecture, such a new identity meant to use steel in contraposition to the predominance of the reinforced concrete as established by Oscar Niemeyer in works built in the state, especially in Belo Horizonte. The same way as we usually mention the Rio de Janeiro and Sao Paulo “schools”, now a movement emerges as the Minas Gerais “school”, led as from the 1970’s by architects such as Éolo Maia, Jô Vasconcellos, Humberto Serpa, Cid Horta, Álvaro Hardy & Mariza M. Coelho, Flávio Almada, Sylvio Emrich de Podestá, Gustavo Penna, João Diniz, among others. They have refused the technocratic language of the military regimen and the Niemeyer “style” associated to the political power of Juscelino Kubitschek; and they, instead, adopted Post-modernism as a restoring trend to uphold the freedom of expression. As a newcomer to the group, João Diniz was able to simultaneously relate his open sensitivity towards other cultural manifestations – drawing, photography, sculpture, music, and poetry – to the versatility of steel structures. The works presented in this book clearly show the multitude of ways opened up by the use of steel.

The sculptural possibilities of steel elements are quite visible in the pieces as presented in the Special Installation at the International Architecture Biennale in Sao Paulo, in 2003, at the Black Art Festival Portal, and in the street furniture at the Rio de Janeiro Street, closely relating such constructive essays to works by Amílcar de Castro and Franz Weissmann. On the other hand, the “Miesian” heritage is present in the Clube Campestre Locker Rooms and in the Fumec Principal’s Office; and the studies by Charles and Ray Eames in the fifties are recalled in the Casexp experimental dwelling project. The Querubins Gymnasium, with its large covered area, embodies the structural design of the first works by Norman Foster; as well as the Environmental Education Mobile Units seem to honor Buckminster Fuller.  The articulation between closed and open shapes, and the dialogue of different materials, allowing for integrating the transparencies of steel structures to the solidity of reinforced steel, masonry and wood, is developed in the urban scale, represented by the buildings Capri and Scala Workcenter; and adds character to the original and creative houses designed by Diniz: Eugênia, Marina, KS, Jorge and Serrana. Last, the formal and spatial innovations that identify the new century – with their free and flowing steel surfaces – emerge in the Grupo Corpo new site, in the Air Force Center for Integration and Adaptation (CIAAR) and in the Fiat Museum. The works evidence not only the inventive ability of João Diniz, but, and at the same time, his wish to understand and assimilate the renewing images of our times, evidencing his presence in the universe of Minas Gerais, Brazil and of the world at large. The anthropophagical theses by Oswald de Andrade are still present in the 21st century.

Roberto Segre

Rio de Janeiro, December 14, 2008.

ROBERTO SEGRE

Born in Milan, Italy (1934). Graduated from the Architecture and Town Planning University, Buenos Aires (1960), Doctor’s degree in Sciences and Arts, University of Havana, Cuba (1990), Doctor’s degree in Regional and Urban Planning, Federal University of Rio de Janeiro (1997). Senior and/or Visiting Professor in universities in Rio de Janeiro, Havana, New York, Houston, Los Angeles, Santo Domingo, and Lima. Delivered courses and lectures in universities from Latin America, USA, and Europe. Accepted a number of international awards for his books. Over 300 essays published on architecture and town planning in Latin America and the Caribbean; and more than 30 books published on the topics.