…COM OS ANDRÉS

Foi no início dos anos 80 que entrei em contato com os Andrés. Eu já conhecia a importância do trabalho cultural de Maria Helena como pintora, pensadora e educadora, e sabia também que ela era a mãe de uma turma talentosa que eu já admirava.

Primeiro conheci o Arthur, de quem fui colega na Fundação de Educação Artística em BH, onde fiz aulas de teoria musical num semestre sabático em que eu aguardava para ingressar na escola de arquitetura da UFMG.

Depois foi o Maurício, colega arquiteto, companheiro de aventuras profissionais e editoriais nas revistas Vão Livre e Pampulha, onde escrevemos artigos em parceria, e que é, desde então, um interlocutor sábio em questões de arquitetura, ecologia, meio ambiente e espiritualidades.

Nessa época fiz também aulas de yoga com a Eliana e essas práticas me acompanham até hoje em ações e pensamentos ligados ao equilíbrio corpo-espírito e a outras consciências ligadas à alimentação e à não violência.

Com Ivana colaborei como fotografo, ajudando na divulgação de exposições. Nela admirei a polivalência da artista visual, poeta, atriz e cantora; o que me confirmou as possibilidades interdisciplinares da arte, o que, desde aquela época, já me interessava.

Com Euler me interessam conversas em torno de sua experiência no campo, com forte pegada ambiental, um exemplo pragmático complementar às minhas reflexões, às vezes teóricas, sobre agricultura e ecologia.

E finalmente Marília, a irmã que conheci por último, e com quem não foi menor a afinidade. São muitos os assuntos em comum: história, artes visuais, micro políticas, dentre outros. Marília me ajudou, com sua visão precisa, em textos críticos e curadoria nas exposições ‘Trama’ e ‘Typos Extraños’ que fiz em BH; além das edições de dois livros que publiquei pela editora C/Arte da qual foi fundadora e diretora. Mais recentemente, ela me convidou para a diretoria do IMHA: Instituto Maria Helena Andrés o que aceitei de pronto, entendendo que essa seria uma boa oportunidade para estar por perto dessa turma serena e criativa.

O convívio com esses irmãos e irmãs frequentemente me aproxima de Maria Helena, a grande mãe. Ela, com todo respeito merecido por sua trajetória artística e longeva sabedoria, sempre me dedica calorosa atenção e estímulos, se mostrando constantemente interessada em minhas ações, e estando frequentemente pronta a fazer comentários positivos, me incentivando a avançar em ações ligadas à arte e cultura. Ela me dedicou espontaneamente um importante texto sobre a exposição ‘Trama’ que fiz na galeria da Asa de Papel em BH.

Tudo isso sem falar da jovem geração de netos que vem chegando, e já mostrando competência em suas áreas de atuação. A estes tenho especial admiração por Elena e Roberto, como arquitetos; e por Alexandre como músico.

Chego a esse distanciado ano de 2021 junto com os Andrés trabalhando no projeto de diálogos virtuais incentivados pela lei Aldir Blanc, onde, a cada encontro remoto, vamos apresentando realizações e ideias, e juntando mais pessoas interessadas na arte, cultura, natureza e amizade.

Sou grato por essas vivências que me confirmam a possibilidade da existência de uma grande família que congrega pessoas ligadas por laços sanguíneos a outros parceiros afins, num propósito comum de produzir afetuosamente o belo, o saudável e o justo.

joao diniz, março de 2021

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