ME – DITAÇÕES

me ditar

 

A situação chama & clama por atenção. Um caminho só o é se percorrido, e uma história, se escrita… Liberada a memória desta obrigação de grafar o que acredita, repousa e escreve, não mais aflita, a mão. O dito é o que fica.

A experiência é fortuna própria & confirma o vivido no tempo que acontece. Intento ou acaso, cada dia é capitulo a ser lembrado. A pessoa é o seu registro, a todo instante, sua vontade de gravar e a marca de seu esquecimento.

Corpo na água, quase sem gravidade, flutua no considerado mar das hipóteses solares do dia. Num mergulho continuo em ondas turvas, o pensamento persegue suas marés.

Tempo: continuo fluxo abstrato e aliado ao pulsar de um ritmo alado. Contagem de silêncios & notas & falas, além do passado e futuro uma escala que não se cala.

Espaço mede passo & numero & área & volume. A quantidade não soma o reto agir e o arco da pausa, ao acaso de encontros vários, sagrados ou ordinários.

Natureza é tudo o que vale. A montanha, ou a sanha de mudar & crescer, ser nascido & fazer valer o ciclo-período breve & vital que vem de repente vai afinal.

A oferta não sobra na generosa festa do querer & doar, & no raro gesto aberto que guarda a amostra do amparo, evento correto do cuidado.

A espera repara a pressa, tempestade antecipada, rompida necessidade. O livre não ora na demora que duvida & decola.

A ilha navega no trovão & no vento & na asa da chuva & do ar. A ilha chama o farol-luar que esclarece a solidão do barco no humano vagar.

O outro é o espelho, alvo do olho, simétrico reflexo de si onde (se) acha a metade nunca pronta do ser (ou não ser?). Uno e múltiplo exemplo do encontro e da soma.

Fogo ar elemento terra água sol, a cena móvel, cíclica roda do criar & destruir. Orgânico pendulo em linha, queimante na sequencia do equilíbrio que se busca em um novo giro.

Na treva, a ausência é vácuo, é choro sem eco ou acolhida. A distancia é dolorida ao ser que adota a dupla voz na luz sonora, da conversa de almas pares, a clarear o encontro.

Construir o engenho que rompe a inercia obvia no repouso frágil que detém. O traço inventado desperta o branco num infinito possível em linha e letra. O projeto antevê o risco de levar adiante o desafio do instante: driblar o erro, abraçar o certo, breve mente…

A voz buscada em si, distante do corpo próprio, é acompanhante da pessoa certa, nascida em você e que quer se ver no correto mirar da estrada adiante no próximo passo ou no calado salto. A escuta acorda um eco interno, frágil chamada.

Paraiso não é garantia, mas cenário da crença no eterno ou na recompensa por um julgado ato. Aqui na terra é no quase, feliz ou triste, e sabe? O instante não ressuscita mas se contenta em ser assim, imediato.

Na leitura a retina é humilde e visa reter o que o coração vai ler no mosaico de palavras que o autor quis trazer com sua mão & mente. Cada pagina é um rumo a conceber o volume que se tem à frente.

A jornada é nada se comparada ao jogo das horas. Minuto a vir é demora, minuto que é foi agora & os que já eram são estórias. Curtas, encadeadas, justas, inventadas, ouvidas, desencontradas… Conto de fada, balada, toada a imprimir pulsação. Em cada medo diário a direção é contraria.

O começo é o salto do berço alto do conforto, ao sobressalto de empreender o esforço. Ao que vai ser é nada a intenção parada na só-ideia da ação que quer deixar seu porto.

Silencio absoluto da tarde, pio, motor, alarme. Som que propaga na voz do vale com seus cantos. O calar é um intento traduzindo o vento, musica pessoal, contentamento, alegria… O espaço é a nota que busca a sinfonia do dia.

O registro da ideia é o fluxo do momento que abre a veia do pensamento guardando para mais adiante o que nasce breve, fazendo constante a imagem do imprevisto, para ser revista.

O meio: equidistante extremo, eixo central da trilha, a metade da pilha, o pedaço igual, duas partes do todo, o ser & seu duplo. Para além do espelho é um pulo, onde uma linha divide os lados do completo.

Tudo & nada & tudo. Do infinito ao zero, um exagero, do justo em contragosto, do falso desafiado, os muitos matizes da totalidade. Quem nada tem, tem tudo, quem tudo tem, tem nada. Precisar, ganhar, acumular, compartilhar, entregar, doar, a matéria, a mão de obra, a falta & a sobra, o valor & a renda, a verdade & a lenda, do produto descartado… tudo, tudo tem um preço inventado.

Entre o sono e o sonho, janela entreaberta, aurora, luz nova, primeiros sons diários. Lençóis imaginários, brancos e escuros tons moveis da noite com seu texto errante. O que esperar do dia? Solar, distante, fugaz, diferente? Faça chuva ou faça céu, a lua é um véu, superior anel, de estrelas e instantes.

Observar adiante da vista a conquista de algum acaso que inspira o ar surpreso de qualquer hora. A atenção é a ponte num rio de fatos, um fio que liga, saber e ato, aula breve, imediata, lição nata do dia que segue.

Estiagem, será curta? Entre trovões, dilúvios, desmandos, absurdos; os pássaros anunciam, próximos e distantes. A névoa se desfaz. Entre duvidas, tentativas, vendavais, invernadas. Ágil é o jato solar. Entre trevas, tristezas, tropeços e desmaios. Uma luz traz alento, até o próximo raio.

Flui a música a fazer marcas no tempo. Com respeito, brilha o silencio, a modular o infinito, dando graça ao segundo e ao minuto. Do lá absoluto ao acorde-melodia, cada qual tem o seu canto, & seu som no espaço & no passo que vira dança. Lição do pássaro: piar, voar livre, bailar no ar o intento, bater no ar e soar, a canção e o lamento.

Diária onda, a cada giro do sol 24 compassos horários a quem conta o passo das coisas e anota. Carta a si mesmo, caderno de viagem, dialogo frequente, constante passagem. Maré, jornal, seção; notívago, turno, estação; inerte, diurno, refeição; vesperal, breve, coleção; eterno, ritmo, canção… Orgânica rotina, nativo costume, vivido lance, ativo balanço. Uma jornada em ócio, festa ou negócio, súbito obstáculo, do segundo e do século…

joão diniz / brasília-gamboa s.c. dez 2013 jan 2014

FUTEBOL DO PAÍS. texto para exposição fotográfica de Marcílio Gazzinelli

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FUTEBOL DO PAÍS

O país do futebol não é mais o mesmo.

O futebol oficial e mercadológico dos estádios, da TV, das glorias passadas e dos títulos históricos, é substituído pelo futebol das várzeas, dos colegas que jogam após o serviço, e compram seu próprio uniforme e suam suas camisas por prazer.

Marcílio Gazzinelli nos apresenta nesta série de fotos uma face humana, individual, e até solitária, deste esporte das multidões. A bordo do helicóptero atento, entre fotos industriais e geográficas, o seu olhar múltiplo é tocado pela força espontânea dos vazios urbanos, multifuncionais e necessários.

Estes vazios aparecem como os últimos locais de resistência à uma ocupação indiscriminada dos espaços, onde é possível aliviar as tensões sociais diárias nas geometrias informais ou geológicas que demarcam o solo separando o choque entre a cidade disforme e o bailado dos jogadores que se divertem com seus lances.

O ponto de vista aéreo revela algo talvez menos perceptível ao nível do chão: a agilidade brasileira em celebrar o espaço deserto do campo de pelada como palco de uma vitalidade tão instantânea como um gol, e tão anônima como o drible que o cidadão comum dá em suas mazelas.

Em um desafio a uma percepção contraposta à sedução midiática dos grandes eventos milionários, esta paixão esportiva nacional pode ser transmutada substituindo o foco sempre dado ao ‘país do futebol’ pela importância humanitária do ‘futebol do país’, onde seu povo é sempre bom de bola.

João Diniz, março 2014

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LIQUIDOFÍCIO, por uma poética da água

João Diniz & Márcio Diniz na Livraria Asa de Papel

ARTE USÁVEL estampas para camisetas

Arte gráfica e ilustrações por João Diniz para serem usadas em impressões digitais em camisetas brancas de malha. As camisetas podem ser encomendadas através de mensagens aqui neste blog. Tamanhos P, M, G, e babylook, preço R$40,00.

folha

volta aquarela

janela

ouropreto

volta linha

moon

baton

bola 2

bola 1

de finicoes

arquitetura

jdarq casa eugenia

jdarq scala

jdarq gameleira

jdarq ed royal

jdarq casa jorge

jdarq casa cruz

jdarq casa grimaldi

CIDADES VISÍVEIS uma performance

joao diniz Cidades Visiveis flyer

o press release:

JOÃO DINIZ no SARAU DO MEMORIAL

O arquiteto João Diniz apresenta a performance multimídia ‘Cidades Visíveis’ no projeto Sarau do Memorial no Memorial Minas Gerais Vale em Belo Horizonte, no domingo 24 de novembro em duas seções às 11:00 e 13:hs.

A performance que une poesia, fotografia, vídeo e música, acontece para marcar o lançamento do novo livro de João Diniz o ‘Visible Cities’ que é um relato em fotografia e texto poético de 14 cidades por ele visitadas no Brasil, América do Norte e Europa (ou sejam: Paris, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Lisboa, Montreal, Cracóvia, São Paulo, Roma, Varsóvia, Barcelona, Brasília, Sofia, Miami e Gdansk).

A apresentação contará com a presença de João Diniz que fará leitura de textos do livro junto com a jornalista Daniella Zupo, serão também apresentadas fotografias da edição e sons compostos pelo autor. A projeção das imagens ficará por conta de Renata da Matta e Isabel Diniz e a curadoria do projeto Sarau do Memorial é de Wagner Merije.

Este trabalho propõe um diálogo com o conhecido livro ‘Cidades Invisíveis’ de ítalo Calvino onde este autor italiano descreve cidades inexistentes e imaginárias e pode também ser entendido como uma abordagem possível de ser feita por qualquer pessoa que queira interagir com cidades e espaços diversos. Desta forma a performance e a edição podem ser entendidas como um ‘procedimento itinerante’, uma proposta aberta e interativa.

O livro é uma edição bilíngüe (português/inglês) de 420 páginas com fotografias, textos e projeto gráfico do autor, tradução e tratamento de imagens de Luiza Ananias (bolsista Fumec)  e colaboração de Carolina Araújo (bolsista Fumec) e Isabel Diniz. Textos do posfácio por Marcílio Gazzinelli, Fábio de Carvalho, Carminha Macedo, Marcelo Xavier e Álvaro Gentil. Edição da transBooks, apoio do programa Propic da Universidade Fumec e pode ser visualizado na íntegra e adquirido no link http://br.blurb.com/b/4425225-visible-cities

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A jornalista Patrícia Cassesse do jornal ‘Hoje em Dia’ de Belo Horizonte me surpreendeu ao me pedir uma entrevista escrita, com perguntas que achei bem boas. Então respondi ao seu email com o texto abaixo, o que gerou a bela matéria na edição do cadernos de cultura do jornal em 24/11, com direito a capa e página interna.

1) São 14, as cidades visitadas… Como se processou  a escolha de cada uma? Vc foi a turismo (digo, motivado por uma vontade de conhecer especificamente esses centros) ou a trabalho? P q há, neste rol, cidades que são consideradas turísticas, mas outras, nem tanto… Como foi parar em Gdansk, por exemplo?
 - Fui a estas cidades um pouco ao acaso, a maioria delas fui como convidado a participar de eventos de arquitetura como palestrante ou para fóruns e oficinas. As vezes tomei não o caminho mais curto programando escalas em outras cidades que me interessavam ou por mero gosto pelo desconhecido. Adoro chegar numa cidade que nunca fui com o mapa na mão e algum estudo, as vezes sozinho, e daí a quatro dias já me sinto amigo daqueles espaços descobertos e até mesmo de algumas pessoas que aparecem, é um exercício do olhar estrangeiro. Sinto a dimensão do planeta ao mesmo tempo grande e pequeno e sinto que a cidade em que moro, BH, é também uma cidade de um mundo que não tem centro. Faço este trabalho de registros urbanos em fotografia, desenho e texto, há vários anos e na verdade muitas outras cidades ficaram de fora, pretendo seguir com o projeto em outras edições, talvez editando livros menores cada um dedicado a uma cidade, o próximo, que já tenho todo o material será sobre Nova Iorque.
A escolha das 14 cidades deste livro veio a partir do material que senti que não poderia ficar de fora e que pudesse propor um fio condutor entre todas elas.Gdansk por exemplo surgiu na surpresa casual que tive em conhecer a Polônia, e que acabei indo três vezes, como contarei a seguir. É uma cidade muito significativa do norte da Europa, que já foi independente de qualquer país, já foi da Alemanha, e foi lá que começou a segunda guerra mundial e que deu inicio à queda do bloco comunista através das ações do partido Solidariedade nos anos 1980.
2) Como esse projeto foi se delineando em sua cabeça? Como “as costuras” foram feitas, como se processou essa ideia de dialogar com Calvino? Alguém te sugeriu, era uma leitura antiga que veio à sua mente?
-Me encantei com o livro ‘Cidades Invisíveis’ de Italo Calvino na primeira leitura nos tempos da escola de arquitetura. Neste livro Marco Polo conta a Kublai Kahn como são as cidades fantásticas e imaginárias de império que o imperador desconhece, e aí Kublai pergunta a ele se é realmente verdade o que ele diz, e ele responde que não é importante se estas cidades são ou não verdadeiras, mas as respostas que elas podem dar às suas dúvidas. Aí desde a minha primeira leitura fiquei imaginando se as cidades reais, as que realmente existem, podem nos dar respostas às nossas questões pessoais em relação ao espaços tempo e às pessoas. Aí passei a tomar as cidades, ao conhece-las, como fonte de informação e de estímulo para meu processo pessoal de arquiteto interessado em urbanismo, construção, fotografia, história e amizades.
3) Bem, essa pergunta “entrega” que ainda não deu tempo de conferir o livro pela internet, mas vamos lá… como vc estruturou essa junção de fotos e textos poéticos?
Geralmente fotografo, desenho, escrevo e caminho bastante quando me vejo neste clima de descoberta num local que me interessa. Quando volto tenho um vasto material que fica ‘descansando’ até que eu me debruce sobre ele como se fosse uma segunda viagem. No caso deste livro parti das fotografias de cada cidade selecionando uma espécie de roteiro ou estória que pudesse contar através das imagens em aproximadamente 25 fotos de cada uma das 14 cidades. Depois de ordenar as fotos escrevi o texto para cada local num tipo de prosa poética. O livro é bilíngüe em português e inglês que foi a língua que usei em vários locais imaginado que a publicação pudesse chegar aos mesmos lugares onde estive e quiçá ser entendida. Na primeira parte do livro está um texto que explica este ‘procedimento intinerante’ sugerindo aos leitores que também façam semelhante abordagem. Após as 14 cidades coloquei poemas que escrevi in loco, os ‘fragmentos móveis’, depois coloquei o ‘Manifesto da transArquitetura’ que é a (in)disciplina que permite aos arquitetos, e a todas as pessoas, buscarem uma visão e ação ampla sobre diversos meios de comunicação e expressão como fez Leonardo da Vinci; e no final estão os textos/pofácios de Marcílio Gazinelli, Marcelo Xavier, Carminha Macedo, Fabio Carvalho e Álvaro Gentil que são amigos com quem dialoguei sobre a edição. O livro foi finalizado com ajuda do programa Propic da Universidade Fumec de BH, onde eu leciono.   
4) Gostaria que “temperasse” essa conversa online com uns dois casos dignos de nota ocorridos nessas suas incursões pelo mundo, que reverberaram em seu trabalho… Casos curiosos, engraçados, talvez tristes…
- Uma vez no interior da França eu estava com uma camisa que eu havia comprado em Parati e que tinha um peixe estampado e um arquiteto polonês me perguntou: ‘Você é católico?’ E eu respondi: ‘Sou cristão pop!’ e ele: ‘Como assim?’ E eu comecei a explicar que no Brasil as religiões se mesclavam através do sincretismo múltiplo, africano, indígena, evangélico… depois que falei uns três minutos ele disse: ‘Você que fazer uma palestra sobre este assunto na Polônia no mês que vem?’ E eu respondi: ‘Sim, vamos lá’. O arquiteto era diretor do grupo ‘Sacred Places’ que estuda os lugares sagrados e de culto que já me interessavam. Esta camiseta me abriu as portas da Polônia, Lituania, Bulgária, Eslováquia, Hungria e Áustria.
E, claro, João, fique super à vontade para acrescentar o que julgar pertinente (sorry, mas, assim como a cidade onde vc nasceu, preciso perguntar: quantos anos vc tem?)
- Nasci em Juiz de Fora e tenho 57 anos.
- Este trabalho mais que um livro editado é uma idéia que pode se desdobrar em diversas maneiras, como será na apresentação que faremos no domingo dia 24/11 no Sarau do Memorial’ MG-Vale na praça da Liberdade em BH. O lançamento do livro será acompanhado de uma espécie de performance onde eu e a Daniella Zupo faremos leituras de trechos do livro que será acompanhado das fotografias do livro e vídeos que também fiz nas cidades que serão projetados por Renata da Matta e Bel Diniz e para criar mais clima compus umas paisagens sonoras envolvendo também a audição nesta apresentação. O livro tem 420 páginas e é uma edição limitada mas que pode continuamente ser encomendada e enviada através da editora a qualquer lugar do mundo, e o livro também pode ser lido, visualizado na íntegra e também comprado na internet no link http://br.blurb.com/b/4425225-visible-cities#
Grande abraço Patrícia e obrigado por me ‘fazer’ escrever este texto onde acabo de ‘entregar’ vários ‘segredos’, fique a vontade para revela-los
beijos, Joao Diniz
E abaixo as duas páginas do caderno de cultura do ‘Hoje em Dia’ em 24/11/13
24-11-13 18-30-47-1
24-11-13 18-33-10-1
Veja o clip preparado pelo Memorial MG Vale 
O jornal ‘Estado de Minas’ em 24/11/13 também destacou a apresentação em sua edição digital e impressa.
Captura de Tela 2013-11-24 às 08.12.18
Também divulgado no jornal ‘O Tempo’ em 23/11/13
26-11-13 14-34-57
E esta é a ‘banda’ Cidades Visíveis: Bel Diniz, Renata da Mata, Daniella Zupo e João Diniz
Snapseed
Veja o vídeo desta apresentação na íntegra em:

C . O . N . T . A

foto-10

Me conta que não és um número

Me conta que não és um conto

Me conta que isso é profundo

Me conta que não és um sonho

Me conta não vai ser só uma

Me conta dois e dois são cinco

Me conta que é maior a soma

Me conta que é muito mais

 …

Me conta que assim é único

Me conta que não vai zerar

Me conta que perdeu a conta

Me conta que não vai contar

Me conta que é o infinito

Me conta que é p’rá somar

Me conta que não é p’rá menos

Me conta vai multiplicar

Me conta que é convergente

Me conta além da medida

Me conta que é na sequencia

Me conta que é circular

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10… conte

Me conta que foi dividido

Me conta que não vai faltar

Me conta que não teve resto

Me conta que pode sobrar

Me conta que estás a mil

Me conta que está tudo dez

Me conta não é meia boca

Me conta que vai ser total

 …

Me conta que somos um par

Me conta que é muito impar

Me conta dois somos a trinca

Me conta que vai acertar

Me conta que não tem limite

Me conta que é uma potencia

Me conta que é um produto

Me conta foi bom resultado

Me conta que é na medida

Me conta que não é demais

Me conta que é breve o tempo

Me conta não vai demorar…

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10… conte

joão diniz 2013

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