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Diário de Berlin

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joão diniz, berlin, 1985

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Salada ShopskCanastra

A culinária integra as pessoas, e os povos.

As cozinhas nacionais se espalham pelo mundo representando seus países e regiões, e muitos viajantes, antes de visitarem outras nações, conhecem seus sabores através dos restaurantes e receitas estrangeiras.

Numa viagem pela Bulgária me chamou a atenção uma salada de poucos ingredientes sempre ofertada tanto em restaurantes sofisticados como em bares populares.

Provando este prato confirmei que, o que ele tinha de visualmente belo, através das cores contrastantes, tinha também de saboroso e nutritivo, se tornando meu alimento favorito naqueles dias. Depois descobri que seu nome ‘shopska’ tinha a ver com a palavra ‘povo’ e era muito apreciado em toda região balcânica.

Acho que a alimentação através das saladas bem balanceadas pode ser importante num futuro onde a energia para o fogo possa estar mais escassa e cara e, digamos, que elas podem ser consideradas um prato de características ecológicas por terem conteúdos preferencialmente vegetais e de baixa pegada energética.

Logo pensei que aquela salada búlgara poderia ter uma ‘tradução’ mineira refletindo a curiosidade que o povo de Minas Gerais tem de saber, e de assuntar,  o que está além das montanhas do estado, e além dos mares e continentes distantes.

Nesta adaptação os vegetais comuns nas duas regiões seriam usados e cortados da mesma forma, apenas o queijo seria genuinamente mineiro, o queijo conhecido como ‘Canastra’, inaugurando um prato de uma culinária ao mesmo tempo regional, internacional e diplomática: a ‘Salada ShopskCanastra’.

No prato preparado para este livro introduzimos ainda outros ingredientes delicados igualmente saborosos e belos, e o molho serviu tanto para temperar a mistura quanto para desenhar aspectos das duas regiões: Minas na parte superior e Bulgária na parte inferior do prato branco, com destaque para a palavra ‘обичам’ que em búlgaro significa ‘amor’ e que deve ser, como utopicamente desejamos, o principal ingrediente para que as nações do mundo sentem e se entendam em torno da mesa do futuro.

João Diniz, setembro de 2012

(Este texto, foto e respectiva receita farão parte do livro de culinária ‘Sabores e Casos de Minas’ de Maraina Dornas a ser lançado em 2012 pela editora Asa de Papel.

A D O R A Ç Ã O

.

… aqui para adorar

.

sua vontade de dizer

as cores do seu olhar

a liberdade de sua fé

sua tolerância ao diverso

a presença do seu Deus

sua abertura ao desconhecido

a polifonia de nossas vozes

e os nossos limites

.

… aqui para adorar

.

a oração agradável

as velas ofertantes

o culto da harmonia

os rituais da alegria

os crentes não belicosos

os sacerdotes da igualdade

em ensinamentos sem autoridade

e celebrações sem celebridades

na crença que não impõe

.

… aqui para adorar

.

o altar nivelado

o múltiplo terço

a cruz do encontro

os sinos da dança

os mistérios abertos

nas capelas da paz

as religiões sem templo

os templos sem arrogância

os lugares que convidam

espaços do entendimento

nas possibilidades do sagrado

.

… aqui para adorar

.

a ceia liberada

o mergulho no vinho

do sangue intercontinental

e o pão da frugalidade

no corpo espiritual

filosofia da saúde

amplidão do espirito

coração confortável

de sensações verdadeiras

no rosário de perfumes

a paixão multidirecional

da natureza resistente

na cidade generosa

no campo coletivo

na beleza humana externa e interna

.

… aqui para adorar

.

o cérebro sensível

a aflição produtiva

o delírio consciente

a poesia instantânea

o transe artístico

a curiosidade da alma

a eterna descoberta

dos criadores de diálogos

arquitetos da esperança

transcendência suave

mandala do encantamento

na contemplação registrada

.

… aqui para adorar

.

o coral de ninar

o salmo poliglota

o cântico acessível

o mantra inclusivo

a reza improvisada

do discípulo amigo

dos fiéis em surpresa

e o mestre gentil

guru do bom humor

monge na multidão

sábio em duvida

sabedoria humilde

na iniciação voluntaria

que escreve o livro essencial

.

… aqui para adorar

.

a luz coletiva

a santidade infantil

o batismo constante

o casamento diário

da família humana

nos santos vizinhos

na unção sensitiva

da culpa reversível

da abolição do pecado

no perdão generoso

penitencia espontânea

da justiça tranquila

na morte provisória

vida de cada momento

passado desconhecido

e o futuro do agora

na inferioridade do tempo

.

… aqui para adorar

João Diniz, numa estrada da Bulgária, maio 2012

W O R S H I P

Here to worship

.

your will to say

the colors of your eyes

the freedom of your faith

your tolerance for the diverse

the presence of your God

your openness to the unknown

the polyphony of our voices

and our limits

.

Here to worship …

.

the agreeable prayer

the offering candles

the cult of harmony

the rituals of joy

the non-violent believers

the priests of equality

their lessons without authority

and celebrations without celebrities

in the belief that does not impose

.

Here to worship …

.

the leveled altar

the multiple rosary

the cross of meeting

the bells of dance

the open mysteries

the chapels of peace

the religions without temple

the temples without arrogance

the places that invite

spaces of understanding

in the possibilities of the sacred

.

Here to worship …

.

the collective supper

the diving into wine

the intercontinental blood

and the bread of frugality

of the spiritual body

philosophy of health

amplitude of spirit

comfortable heart

in true sensations

omnipresent perfume

the multidirectional passion

the resistant nature

the generous city

the solidary country

the human beauty external and internal

.

Here to worship …

.

the sensitive brain

the productive affliction

the conscious delirium

the Instant poetry

the artistic trance

the curiosity of the soul

the eternal discovery

the creators of dialogues

architects of hope

smooth transcendence

mandala of enchantment

on the registered contemplation

.

Here to worship …

.

the lullaby choral

the psalm polyglot

the accessible chant

the inclusive mantra

the improvised prayer

the friend disciple

of the faithful in surprise

and gentle master

guru of good humor

monk in the crowd

wiseone in doubt

with humble wisdom

in voluntary initiation

writing the essential book

.

Here to worship…

.

the collective light

the sanctity of childhood

the constant baptism

the daily wedding

the human family

the saints’ neighbor

in the sensitive bath

of the reversible guilt

and the abolition of sin

in the generous forgiving

of the spontaneous penalty

of the quiet justice

and provisional death

of the life in each moment

in the unknown past

and in the future of now

on the inferiority of time

.

Here to worship …

Joao Diniz, in a Bulgarian road, May 2012

Á B A C O: arquitetura da palavra

A editora Asa de Papel e João Diniz apresentam o livro ´Ábaco´ com poemas inéditos onde o autor revela sua produção poética desenvolvida paralelamente à arquitetura e outros meios de expressão a que se dedica numa perspectiva interdisciplinar por ele batizada de transArquitetura.

Embora o livro seja a sua primeira publicação especificamente ligada à poesia, João já lida há tempos com esta linguagem seja na descrição e concepção de seus projetos – onde em seus dois últimos livros, ´Depoimento / coleção Circuito Atelier´ de 2007 e ´Steel Life / arquiteturas em aço´ de 2010, adota uma dicção exclusivamente poética – seja no comando do projeto coletivo Pterodata onde cria paisagens sonoras recheadas de textos, falas e canções, ou na publicação sistemática em diversos espaços da internet.

No livro estão poemas escritos em diversas épocas e locais estruturados em cinco capítulos temáticos numa progressão independente de visões, ou sejam: ´Verbo´ onde estão as reflexões em torno da linguagem poética; ´Senso´ com meditações em torno de afetos humanos; ´Ofício´ abordando uma ação artística expandida; ´Passo´ descrevendo andanças e espaços e ´Gesto´ propondo leituras e ações possíveis em um tempo convulso.

O título ´Ábaco´ se refere ao milenar instrumento de cálculo, precursor pré-histórico dos atuais computadores, que sugeriu ao autor a idéia de uma ferramenta permutacional que constrói equações, ou perguntas, e que obtém resultados diversos gerando soluções  múltiplas.

O edição foi concebida pelo editor Álvaro Gentil junto com o artista gráfico Délio Esteves, o fotógrafo Marcilio Gazzinelli e o autor, no dinâmico espaço cultural do Café Book em Belo Horizonte onde um grupo de escritores, artistas e intelectuais se reúne freqüentemente num dialogo crítico e ativo em torno de questões diversas da política e da contemporaneidade definindo este café-literário como local gerador de várias edições de poesia e literatura, do jornal ‘Manuscritos’ e de idéias e projetos diversos.

Para breve o autor promete lançar em CD uma versão sonora deste livro ‘Ábaco’ com interpretações coletivas, orais e instrumentais, de trechos do livro envolvidos por melodias e ambientes sônicos.

O livro pode ser encomendado neste blog ou através do email joaodinizarquitetura@gmail.com.

Custo do exemplar: R$ 40,00

Leia aqui a revisão do livro Ábaco de João Diniz antes da impressão

Veja a seguir o vídeo sobre a produção e os lançamentos do livro no Café Book em 31/03 e na ZIP: Zona de Invenção Poesia &… em 15/04/2011 em Belo Horizonte

POLSKANTOR a polish adventure

see the entire book POLSKANTOR at the Blurb Edictions link:

http://www.blurb.com/books/896308

in this link you can also order the book

QUEDA D’ÁGUA a liquid photography book


see the entire book QUEDA D’ÁGUA at the Blurb Edictions link:

http://www.blurb.com/books/1138676

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