ABRIGOS proposta para uma instalação fotográfica

Slide1instalação ABRIGOS com fotografias de JOÃO DINIZ
– fotografias de 75,0 x 50,0 cm impressas em papel/tecido canvas e envernizadas com spray específico,
– montadas em chassis tipo tela de pintura sem vidro e com requadro de madeira natural de 5,0 cm de profundidade
– divisão frontal de 0,5 cm afastado 0,5 cm da tela (modelo moldura infinita da Viv-Art BH), na fixação final afastar cada quadro em 2,0 cm do outro

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D  E  S  C  R  I  Ç  Ã  O

ABRIGOS é um duplo ensaio fotográfico onde o fotógrafo/autor investiga através da possibilidades de proteção de diferentes tetos, a importância do espaço de acolhimento como fator indispensável à sobrevivência humana e social.

Os dois ensaios são feitos na região de Caraívas no estado brasileiro da Bahia e abordam a questão da cobertura construída através da redução visual que elege dois elementos e ambientes praianos que criam proteções efêmeras e leves e que ficam sugeridas nas imagens.

Na primeira parte do trabalho o olhar está voltado para o alto onde a luminosidade e a cor prevalecem e a presença da edificação se manifesta através dos tecidos coloridos montados sobre delgados troncos de madeira. A composição gráfica que tira proveito da cor e da geometria sugere, através da leveza das barracas, a provisoriedade da presença humana, através de sua presença vivida e real, mas de pequena duração, seja no período de um dia, quando essas tendas são montadas e desmontadas, ou pela duração de uma vida que é bem mais breve que a presença do céu e do mar.

No segundo momento o foco está voltado para o chão e a existência do abrigo está sugerida pelas sombras de uma cobertura também ligeira que abranda sol e traça uma temporária e móvel geometria no plano inferior. Em oposição ao conjunto anterior, que aborda a leveza do vento, aqui a gravidade mineral do solo arenoso é reforçada pela a ausência do cromatismo vibrante, pela dureza da sombra, pelo contraste das luzes e pela geometria ritmada. A presença humana está também indicada na elaboração dos artefatos, na manipulação da madeira, na adoção dos módulos lineares que controlam a insolação e o conforto da permanência do corpo na projeção solar.

As contraposições ‘piso x céu’, ‘cor x sombra’, ‘brisa x areia’ e ‘natureza x construção’ propõem uma natureza de oposições  e confrontos e, paralelamente, uma possibilidade de entendimento e harmonia que acontecem através da existência destes breves espaços de permanência.

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