MOBILIDADE URBANA, um desafio

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Uma das principais qualidades de uma cidade é o seu transporte público. Por baixo ou por cima da terra este serviço, quando eficiente, facilita muito a vida dos cidadãos que vivem e se movimentam diariamente por ruas e avenidas.

Não por acaso esse tema foi o estopim das manifestações populares que estamos vendo neste ano de 2013 em várias cidades brasileiras, onde nossos sistemas de transporte urbano estão atrasados em décadas em relação aos investimentos necessários para oferecer um mínimo de conforto e eficiência.

Em várias cidades evoluídas do mundo temos um sistema integrado de ônibus, troleibus, metrôs, ciclovias, áreas de pedestres e outros. A idéia que pode introduzir vitalidade nas cidades é evitar a qualquer custo a expansão do transporte individual que polui em maior escala e ocupa muito espaço tornando o tráfego caótico e requerendo amplas áreas de estacionamento.

A nossa língua portuguesa no Brasil parece não ter ainda a palavra contemporânea para substituir o antigo termo ‘bonde’, que já fez parte do nosso dia a dia no passado e que é o meio de transporte mais usado em cidades de orçamentos reduzidos em diversos países.

O Brasil deu um passo importante ao iniciar a produção de álcool e biodisel para combustível automotivo e de automóveis energéticamente híbridos, mas ainda mantém o modelo do automóvel individual como o principal meio de transporte para os que podem tê-lo.

Ouve-se atualmente a frase que diz: ‘país desenvolvido não é aquele em que os mais pobres podem comprar um automóvel, mas aquele em que os mais ricos usam um transporte público decente’.

Nos anos 70 a cidade de Curitiba, através de seu prefeito arquiteto Jaime Lerner, deu um exemplo ao Brasil e ao mundo ao criar um sistema integrado e simples de transporte publico baseado em ônibus em vias exclusivas, mas este modelo não conseguiu contaminar com igual eficiência e vontade política outras capitais brasileiras.

A mobilidade faz parte da saúde urbana, e este é um desafio urgente para o Brasil onde temos ainda muito o que aprender e fazer neste sentido. É uma carência que está visível em nossas cidades e que tem ajudado a levantar a voz de protesto das nossas ruas.

texto e foto (no metrô de Lisboa) por João Diniz

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