A COMUNIDADE AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL

R E S U M O   G E R A L :
Introdução:
A pesquisa proposta visou a aplicação dos módulos espaciais CASEXP desenvolvidos na pesquisa do ano anterior num contexto comunitário, gerando em um terreno real em Betim MG, um modelo de conjunto residencial voltado à habitação social com preocupações relacionadas à Sustentabilidade Ambiental e Social.
Objetivos:
Este projeto de habitação coletiva desenvolveu densidades de ocupação horizontais preocupando-se com aspectos ecológicos tais como:
–       A correta implantação das unidades quanto ao sol e ventos,
–       Proposição de unidades espaciais com diferentes áreas internas visando distintas necessidades familiares com diferentes possibilidades de acoplamento mostrando a flexibilidade do sistema proposto.
–       O uso responsável das águas considerando as drenagens pluviais, seu reaproveitamento e correto tratamento de esgotos,
–       A proposição do ‘ciclo energético ecológico’ desta comunidade levando em conta todas as energias necessárias e consumidas, com ênfase nos recursos renováveis,
–       O uso responsável de materiais e itens de infra-estrutura urbana tais como pavimentações e outros elementos construtivos.
–       A integração social dos moradores através de configuração espacial que favoreça a vida comunitária.
A busca da melhor insolação e conforto ambiental para os blocos gerou implantação ao longo do eixo leste-oeste o que proporcionou condições diferenciadas de abordagem da topografia em três setores. Uma nova rua plana aparece cruzando o conjunto, ligando as principais vias de acesso e dando lugar a estacionamentos para os moradores. No ponto mais baixo aparece a praça de convívio com áreas esportivas e de lazer junto à lagoa de detenção.  A faixa comercial existente na borda nordeste do terreno foi mantida. A implantação proposta libera totalmente o terreno natural proporcionando ampla área para vegetação e drenagem. Num contexto confuso e de ocupação desordenada o novo conjunto aparece como forma de ordenação de uma nova natureza construída.
Palavras-chave: arquitetura, urbanismo, sustentabilidade, habitação social.
Metodologia:
O método confirma a pertinência do dialogo entre um modelo espacial celular como unidade aberta de desenvolvimento da ocupação especifica. O modulo espacial CASEXP se mostrou versátil podendo mesmo gerar ocupações diferenciadas da hipótese aqui alcançada.
O Sistema CASEXP baseia-se na montagem da unidade espacial a partir de chassis metálico suspenso. No caso das topografias variáveis da Vila Recreio tornou-se necessário a adoção de um sistema de suspensão para este chassis a partir de pilares tubulares que separam o chassis do solo tornando-o livre para o escoamento das águas pluviais e para o plantio de espécies vegetais e hortas comunitárias.
Estes pilares tubulares poderão ser metálicos, em concreto pré-moldado ou moldado em loco de acordo com facilidades de fornecimento na época da construção e definições posteriores a serem definidas em cálculo estrutural.
Foram estudados dois modelos de implantação: o perpendicular às curvas de nível ou vertical e o paralelo às curvas de nível ou horizontal. No primeiro caso os módulos espaciais podem ser dispostos um sobre os outros em diferentes arranjos de acordo com as variações topográficas gerando unidades de um ou dois pavimentos. O acesso se faz por rampa pela parte posterior do conjunto onde o módulo está mais próximo do solo.
Resultados:
A realidade do terreno em questão exigiu uma nova ordenação e foi nossa intenção neste momento fazer esta investigação tipológica em duas direções, implantando os conjuntos de módulos espaciais paralela e perpendicularmente às curvas de nível mas sempre visando  o eixo leste-oeste que é o mais indicado quanto à insolação e conforto ambiental das unidades.
A qualidade de leveza e mobilidade dos blocos residências permite inclusive que esta comunidade seja removida deste local se necessário e em grande parte remontada em outro local.
Conseguimos com nossa implantação criar uma área de lazer e esportes junto à lagoa de retenção que funciona como ponto de convergência das águas pluviais evitando inundações sazonais nos regimes chuvosos e promovendo a drenagem do solo local.
O projeto sugere uma abordagem paisagística própria aliando às extensivas áreas verdes conseguidas na implantação o plantio de hortas comunitárias e pomares.
A criação de uma rua interna em piso drenado promove um atravessamento da área abordada integrando esta comunidade diferenciada na malha urbana local e resgatando para a vida do bairro o território até então marginalizado.
Conclusão:
Este estudo faz parte de uma linha de pensamento e pesquisa desenvolvida pelo professor coordenador que inclui em diferentes etapas de seu exercício profissional preocupações paralelas e semelhantes. A oportunidade dada pela Fumec para o desenvolvimento desta comunidade sustentável ver a somar resultados e experiência a um estudo sistemático o que resulta em resultados positivos para as pessoas e instituições envolvidas.

Veja o caderno completo em:

A Comunidade Ambientalmente Sustentável

    • german
    • 9 julho, 2011

    muito bom
    Temos e que colocar o bloco na rua e aproveitar o PLHIS

  1. 6 julho, 2011

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