Noturno

Um colar, um calor,

Calar a luz no breu, Mover o olho seu, Na cor volátil,

No automóvel táctil, Na chuva, No brilho, No vapor.

Do alto a cidade, Sem sobressalto, Num assalto ético,

De noturnos pontos, Contas em vão, Poético

Um mapa que achata, Um plano, O rio um piano,

O negro céu, a rua um véu, De cima tudo está ao léu

A margem uma ordem, A avenida uma saída,

O edifício um ofício.

Flutuar no elevador, Seguir a seta, Da sarjeta ao superior

Incerta confusa reta, A urbe que conecta, O chão ao avião

Do demo ao são, Ao salvo, Ao tiro ao alvo, Da paixão

(texto, imagem, sons por João Diniz / Pterodata)

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