(TRANS) FORMAÇÕES, BELO HORIZONTE, BRASIL

(TRANS) FORMAÇÕES, BELO HORIZONTE, BRASIL

por JOÃO DINIZ, arquiteto MSc
Tradução para o Português do texto apresentado originalmente em Inglês como roteiro da conferência e publicado nos anais do XIX Congresso da União Internacional de Arquitetos, UIA BARCELONA 96.

ORIGENS BARROCAS EM OURO PRETO, A PRIMEIRA CAPITAL ESTADUAL

O sonho de conquistar o desconhecido fez com que, no final do século XVII alguns Bandeirantes, os desbravadores do Brasil interior, partissem do litoral atlântico em busca de novas terras e riquezas.
O território até então quase desconhecido, e desocupado com a exploração do pau brasil e da cana de açúcar, passa a atrair um realismo pioneiro que amplia os horizontes.
As caravanas partem de São Paulo rumo às Gerais, terra ampla e cheia de recompensas.O ciclo do ouro que faz com que se instalem os primeiros arraiais. A cidade de Ouro Preto a partir de 1693 aparece como centro de maior importância na extração do metal. A região passa a ser importante na economia da colônia. Em 1763 a capital do Brasil muda-se de Salvador para o Rio de Janeiro a fim de estar mais próxima das riquezas exploradas em Minas Gerais.
A cidade praticamente se consolida, em 50 anos, sem plano definido sobre uma topografia montanhosa, a 1128 m de altitude. Seus monumentos isolados, as igrejas e os edifícios públicos; se articulam naturalmente com ricos contínuos urbanos, construções ao longo de ruas planas ou em ladeiras geralmente destinados a habitação.
Em meados do século XVIII a cidade vive um apogeu cultural. O arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, cria novos modelos arquitetônicos, nitidamente regionais. Na pintura Manoel da Costa Athaíde, se destaca. Os poetas Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa e Alvarenga Peixoto criam uma obra literária fundamental.O barroco mineiro inventa aí uma maneira própria de trabalhar as diversas influências externas, característica de uma cultura regional integrada ao seu tempo.
Em Ouro Preto acontecem importantes insurreições pela independência do Brasil frente a coroa Portuguesa com a revolta de Felipe dos Santos em 1720 e a Inconfidência Mineira em 1789 comandada pôr Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
Ouro Preto foi declarada monumento nacional em 1933 e em 1980 foi a primeira cidade do Brasil a ser declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, reconhecido pela UNESCO.
Dentre as obras de maior destaque estão a matriz N. Sra. da Conceição, igreja de N. Sra do Rosário, igreja de São Francisco de Assis, a igreja de N. Sra. do Carmo, o Teatro Municipal, a Escola de Minas, o Museu da Inconfidência, a Casa dos Contos, o Chafariz dos Contos, o Grande Hotel e diversas outras.

A FUNDAÇÃO DE BELO HORIZONTE, UMA SAUDAÇÃO AO SÉCULO XX

Ouro Preto vive sua importância até o fim do século XVIII quando se escasseiam as jazidas e o ciclo do ouro dá lugar ao ciclo do gado e da agricultura, conformando novos núcleos regionais inaugurando uma identidade estadual mais ampla.
No final do século XIX conhece-se o começo de um novo ciclo, o Ciclo do Ferro. As montanhas negras que vão de Ouro Preto à região do Curral del Rey formam o Quadrilátero Central, com suas reservas de 15 bilhões de toneladas de ferro. Ouro Preto passa a não oferecer boas condições para ser a capital dos novos tempos.
Em 1893 o presidente Afonso Pena passa pelo poder legislativo a lei que estabelecia um prazo de quatro anos para que a capital fosse transferida e construída em local antigamente chamado Curral del Rey e rebatizado como Belo Horizonte.
O local escolhido oferecia condições ideais: no centro da unidade federativa, a 100 km de Ouro Preto o que muito facilitaria a mudança, acessível pôr todos os lados embora circundado de montanhas, rico em cursos d’água, possuidor de um clima ameno, numa altitude de 800 metros. A área destinada à nova capital parecia um grande anfiteatro entre as serras do Curral e de Contagem, contanto com excelentes condições climatológicas protegida dos ventos frios e úmidos do sul e dos ventos quentes do norte, e arejada pelas correntes amenas do oriente que vêm da serra da Piedade ou das brisas férteis do oeste que vêm do vale do rio Paraopeba.
Um grande vale cercado pôr rochas variadas e dobradas, com longa e perturbada história geológica, solos rasos, pouco desenvolvidos, de várias cores, às vezes arenosos e argilosos, com idade de 1 bilhão e 650 milhões de anos.

PROJETO DE AARÃO REIS E A DEFINIÇÃO DA CIDADE

Instalou-se uma estrutura eficiente para efetuar a tarefa no tempo previsto. Quatro nomes comandaram a operação: Afonso Pena e Bias Fortes asseguraram condições políticas e econômicas; e os engenheiros Aarão Reis e Francisco Bicalho se revezaram na direção da Comissão Construtora órgão criado para este fim.
O plano da cidade foi concebido pôr Aarão Reis em 1894. O traçado superpunha uma dupla trama ortogonal rígida, em ângulo de 45 graus entre si.
A rede básica era formada pôr ruas retilíneas que se cortam em ângulo reto formando quarteirões quadrados de 100m. Este traçado das ruas se completa com um sistema de amplas avenidas diagonais formando uma rede menos fechada mas igualmente rigorosa.
Aparece aí um dinâmico sistema de linhas e direções. As variações do relevo acopladas à rigidez do plano urbanístico se fundiam às vezes propondo uma dramaticidade na união do traçado com a topografia. Uma ambígua união de sensualidade/relevo com razão/projeto que poderia ajudar a definir o caráter da cidade.
Porém Aarão Reis não queria a cidade como um sistema que se expandiria indefinidamente. Entre a paisagem urbana e a natural foi prevista uma zona suburbana de transição mais solta que articulava os dois setores através de um bulevar circundante, a avenida do Contorno, bastante flexível que se integrava perfeitamente na composição essencial.
A concepção do plano fundia as tradições urbanísticas americanas e européias do século XIX. O tabuleiro de xadrez da primeira era corrigido pôr meio das amplas artérias oblíquas, e espaços vazios, uma preocupação constante com as perspectivas monumentais que provinha do Velho Mundo, com marcadas influências de Haussmann.
Belo Horizonte surge como uma tentativa de síntese urbana no final do século XIX. O objetivo de se criar uma das maiores cidades brasileiras do século XX, foi atingido.
Porém o plano de B. H. pertence a sua época, seu conceito está embasado em fundamentos do século anterior, encerra um período, mais do que inicia outro. Mostra preocupações com a pesquisa urbanística, arquitetônica e construtiva bastante excepcionais para a sua época. Sem dúvida indicou uma tendência promissora para o urbanismo no Brasil.
Quando foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 Belo Horizonte já contava com 25000 habitantes. As novas construções se opunham ao barroco colonial tentando apagar as lembranças do passado. O Brasil independente busca seu estilo no ecletismo desse tempo.
Os primeiros conjuntos urbanos se definem. A praça da Liberdade aparece como grande paço municipal, com as secretarias de estado e o Palácio do Governo. O Parque Municipal, embora com seu traçado inicial modificado se implanta no local previsto. A praça da Estação, a avenida Santos Dumont, a rua da Bahia, a avenida Afonso Pena, fazem parte de diversas imagens de época que contam a trajetória da cidade.
Nos anos 30 Belo Horizonte se consolida como capital. Não isenta de críticas e de louvores. Deixa de ser uma teoria urbanística para ser uma conquista humana, algo para ser não somente visto mas para ser vivido também.
Nesta época BH já conta com 120000 habitantes e passa pôr problemas de ocupação gerando uma crise de carência de serviços públicos. Necessita de um novo planejamento para que se recupere a cidade moderna.
No início da década de 40 a cidade tem dobrada sua população, bem mais do que o previsto pela Comissão Construtora e passa pôr uma grande modernização. Consolida-se a verticalização de sua área central. Esboçam-se planos diretores no sentido de reorganizar a expansão da cidade. Abrem-se novas avenidas de fundo de vale. Tenta-se cadastrar a cidade. Reconhece-se a crise habitacional como grave problema social.
As construções que mais marcam este período são o Cine Brasil de 1931, o edifício Chagas Dória de 1934 do arquiteto Alfredo Marestrof, o edifício Ibaté de 1935 de Ângelo Murgel, a Prefeitura Municipal de 1935 de Luís Signiorelli, o edifício Sulacap de 1941 de Roberto Capello com sua interessante articulação com o Viaduto de Santa Teresa, o edifício Acaiaca de 1943 de Luís Pinto Coelho, e o Hospital da Santa Casa de 1946 e o edifício do Banco do Brasil de 1942 de Raffaelo Berti.
Estas obras representam um primeiro momento do modernismo na cidade. Abandona-se o ecletismo dos anos 20 em função de um racionalismo temperado com elementos da chamada artdeco, da Bauhaus ou mesmo elementos decorativos de origem indígena como no ed. Acaiaca.
Contraditoriamente Ouro Preto a cidade espontânea apresentava contínuos urbanos muito bem definidos, e Belo Horizonte a cidade planejada se articula através de seus volumes soltos.

O MODERNISMO DE NIEMEYER E A PAMPULHA COMO MANIFESTO DA ARQUITETURA BRASILEIRA

Em 1940 o prefeito Jucelino Kubitschek convida o então jovem arquiteto Oscar Niemeyer a projetar um conjunto de obras em torno da lagoa artificial da Pampulha.
A nova área, nos subúrbios da cidade, aparecia como nova zona residencial, área de lazer público numa capital que se industrializava rapidamente.
O conjunto de obras da Pampulha é mundialmente conhecido e significa vigoroso momento inicial na Arquitetura Moderna Brasileira. O clima e a sensualidade da natureza e da gente se une ao racionalismo europeu num resultado bastante original que criou escola entre vários modernistas através do mundo, chegando inclusive a influenciar o trabalho posterior do mestre Le Corbusier.
Mais uma vez se reinterpretam os conceitos de uma época e se cria uma obra local de grande força. As obras de Niemeyer na Pampulha são o Cassino, atual Museu de Arte Moderna; a igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile e o Iate Clube. O hotel projetado não se construiu. Em 1996 o arquiteto projeta para a área o Memorial aos 100 anos de Belo Horizonte.
Niemeyer projetou outros edifícios em Belo Horizonte, como o Conjunto JK em 1951, o edifício Niemeyer em 1954, e a Biblioteca Pública em na praça da Liberdade, o clube Sírio Libanês em 1952, o edifício Bemge em 1953 na praça Sete de Setembro, o Pampulha Iate Clube em 1961,o Colégio Estadual no bairro de Lourdes e diversos outros.

A JOVEM METRÓPOLE E A FRAGMENTAÇÃO DA PAISAGEM

No anos 50 a cidade de Belo Horizonte se metropoliza. Municípios vizinhos como Contagem, Betim, Venda Nova passam a fazer parte de uma grande Região Metropolitana. Ocupa-se a área da Cidade Industrial no Município de Contagem.
Vive-se a era do automóvel e da indústria automobilística definindo um novo tipo de ocupação das vias públicas, a verticalização chega aos bairros residências próximos ao centro.
Em algumas avenidas da capital se cortam espessas alamedas de árvore para facilitar o tráfego . A paisagem se fragmenta com a demolição de grande parte das construções iniciais.
Mesmo assim nesta época alguns arquitetos da cidade produzem edificações significativas como edifício Ipsemg em 1950 do arquiteto Raphael Hardy Filho, o ed. Banco Nacional em 1952 de Raul Cirne e Raul Santiago, o conjunto IAPI em 1948 de White Lírio da Silva, o edifício Clemente de Faria em 1950 de Álvaro Vital Brasil, a Sede do DCE em 1953 de Sílvio Vasconcelos, a Reitoria da UFMG em 1957 de Eduardo Mendes Guimarães e Gaspar Pezzuti, dentre outros.
Várias destas construções terminaram pôr criar um repertório de abordagem das esquinas a 45 graus e para os quais não havia legislação. Terreno típico do traçado urbano, onde as avenidas interceptam as ruas sempre se coloca na paisagem de forma desafiadoramente marcante.
As décadas 60 e 70 aprecem como anos difíceis para a evolução da cidade.
O governo militar do Brasil e a ideologia do milagre brasileiro impuseram um modelo autoritário de desenvolvimento.
A explosão urbana que se consolida trazendo à cidade dificuldades maiores para a sua evolução.
Os principais intelectuais incluindo os arquitetos mais participantes sofrem censura cultural e política.
Uma grande população vive em favelas ou assentamentos marginais na periferia da cidade.
Um complexo e mal resolvido tráfego urbano instala o caos nas principais vias e grande parte da área central da cidade é usada como estacionamento.
A continuidade do adensamento e da verticalização, se consolida com Estilo Internacional nas principais construções com seus inadaptados edifícios de vidro.
Uma arquitetura autoritária, desintegrada de nosso clima e cultura marca este período mostrando o esgotamento dos cânones modernistas.
Nesta época a cidade vê mutilada um de seus principais símbolos, a Serra do Curral, cujo perfil é alterado em função da exploração do minério de ferro. A cidade vê somar à destruição de grande parte da sua memória histórico-cultural, a de seu principal cartão postal, seu limite visual natural, seu principal horizonte.
Poucas construções de qualidade se executam na cidade neste período.
Alguns exemplos podem ser citados como o edifício BDMG de 1969 dos arquitetos Humberto Serpa, Willian Abdalla, Marcos Meyer e Márcio Pinto, o Palácio das Artes em 1966 de Hélio Ferreira Pinto, a Assembléia Legislativa em 1964 de Ricardo Kohn e Paul Liberman, o edifício Usiminas em 1972 de Raphael Hardy Filho, Álvaro Hardy e Istvan Farkasvolgi, a praça Dalva Simão em 1973 de Roberto Burle Marx, o edifício Barca do Sol em 1976 de Éolo Maia e Márcio Lima, o edifício Izabela em 1979 de Cid Horta e o edifício Eduardo em 1979 de Cid Horta e Paulo Greco.

A CULTURA CONTEMPORÂNEA E AS NOVAS PROPOSTAS, UMA SAUDAÇÃO AO SÉCULO XXI

Com a chegada dos anos 80 e a recuperação do regime democrático uma série de mudanças ocorrem no panorama da cidade. Pode-se notar uma nova postura desde os dirigentes políticos, com maior compromisso popular, até diversas camadas da população, ávidas em participar da construção de seu futuro.
Os problemas da cidade exigem dos órgãos responsáveis pelo planejamento urbano uma postura mais clara e objetiva. A arquitetura percebe os altos custos ambientais e energéticos de seus modelos. Existe uma nova mudança de valores baseados na ecologia e na cidadania.
Este período vê o nascimento da revista de arquitetura Vão Livre que logo se transforma na revista Pampulha. A Pampulha foi ponto de referência fundamental na discussão nacional da arquitetura pós Brasília e pós milagre. Organizada pelos arquitetos Álvaro Hardy, Éolo Maia, Sílvio Podestá, Paulo Laender e diversos outros, foi editada entre 1979 e 1983 em 12 números.
Os arquitetos conscientes passam a questionar as soluções anteriores numa revisão de materiais e conceitos. Uma reflexão importante pois cabe aí separar o lado positivo de toda a experiência barroca e modernista, não negar as conquistas tecnológicas, e propor obras, imagens ou idéias.
O Estilo Internacional é questionado. Debate-se o regionalismo crítico e o modernismo apropriado, que representam uma comtemporaneidade integrada a valores universais e locais.
Existe também uma forte pressão pôr se construir e uma enorme carência de espaços fundamentais como habitação, escolas, espaços públicos.
Existe também um mercado flutuante de imóveis que produz áreas comerciais, de serviços, habitações e de certa forma é responsável pela mudança da paisagem urbana.
Os setores públicos e privados percebem a necessidade de sua integração para que possam responder à internacionalização econômica, política, de informação e culturas.
Algumas iniciativas foram importantes para a tomada de consciência em prol de uma melhor qualidade humana dos empreendimentos sejam eles populares ou privados, governamentais ou empresariais, de preferência unindo estes antigos extremos.
Podemos citar como grande momento de discussão sobre Belo Horizonte o concurso BHCentro, Idéias para a área central, proposto pela prefeitura municipal em 1989, quando proposições diversas vieram de escritórios multidiciplinares de todo o país em função de propor a requalificação do centro da cidade. Três equipes foram vencedoras, duas de Belo Horizonte coordenadas respectivamente pôr Maurício Andrés Ribeiro e Maria Elisa Baptista. Em torno do programa e das soluções do concurso algumas obras foram executadas, e outras seguem pôr ser executadas pela administração pública.
Cabe à união de poder público e iniciativa privada a realização deste programa de obras como a remodelação do Parque Municipal pelas arquitetas Maria E. Batista e Ana Schimit, da Praça da Liberdade pela arquiteta Jô Vasconcelos, e da Praça da Assembléia pelos arquitetos Mariza M. Celho e Álvaro Hardy, trazendo novo espírito comunitário em relação aos espaços públicos.
O discurso arquitetônico se mostra pluralista, aberto a diversas influências como herança colonial, a experiência modernista, as possibilidades tecnológicas advindas da indústria do aço, e um largo mosaico contemporâneo de referências advindo de outras artes.
Não existe um nome principal, uma escola ou uma imagem definida. O resultado dos projetos produzidos com qualidade variam entre o historicismo, o tecnicismo, o minimalismo ou o expressionismo. Uma cultura variada às vezes aparentemente contraditória.
A cidade de Belo Horizonte conta com três escolas de arquitetura e um amplo número de escritórios produzindo em diversos campos, e vários órgãos governamentais de planejamento.
Nota-se também uma nova postura em relação aos empreendedores privados. Algumas empresas jovens reconhecem a importância ambiental dos empreendimentos. Aparecem aí obras que requalificam a arquitetura feita na cidade. Inaugurando uma nova contemporaneidade.
Dentre diversas obras podemos destacar deste período: Escola Guignard e Academia Mineira de Letras em 1995 pelo arquiteto Gustavo Penna; o Centro Empresarial Raja Gabaglia, Offcenter, em 1989 e o Fashion Center em 1993 pôr Éolo Maia e Jô Vasconcelos; Omni Center em 1994 e o Edifício Capri em 1992 pôr João Diniz; Edifícios Tenco, Nashville, e Jules Rian em 1992 pôr Flávio Almada, edifícios Wall Street e Greenwich Village em 1988 de Júlio Teixeira e Alberto Dávila, o residencial Buritis em 1987 pôr Sílvio Podestá.
A arquitetura de interiores e o design passa a integrar parte importante do trabalho de alguns escritórios. Neste setor destacam-se nomes como Freuza Zechmeister, Carico Dumont, Porfírio Valadares, Eraldo Pinheiro, Ângela Roldão, Graça Moura, Izabella Vechi, Márcio Pita, Eduardo Lamassa, Benedito Fernando Moreira, Dijon de Morais, Gracia Mendes e outros.
A experiência editorial da revista Pampulha é retomada pôr Sílvio Podestá e Gabi Aragão na AP Cultural, editora que publica vários livros e uma revista, a AP, tomando como assuntos principais a produção local de arquitetura, design, arte e cultura.
Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais tem em 1996 população de 3,5 milhões de habitantes em sua área metropolitana e é a terceira cidade brasileira em importância e população.
Minas Gerais está a 500 km da costa em sua fronteira leste, tem área de 587 172 km2 e população de 18 milhões de habitantes vivendo em diferenciadas paisagens que vão do serrado à mata atlântica, dos maciços ferríferos às jazidas de metais e pedras preciosas, das grandes áreas rurais a espaços densamente urbanizados.
A economia de Minas Gerais se divide entre a siderurgia, a metalurgia, industrias de diversos setores, pecuária, agricultura, prestação de serviços e o turismo. As principais cidades do estado são Juiz de Fora, Uberlândia, Governador Valadares, Montes Claros.
Com a aproximação do seu centenário, Belo Horizonte mais do que nunca se questiona, se propõe e se discute. A cidade em (tranas)formação quer se conhecer, que saber e seu lado positivo, avaliar seus erros, integrar-se a seu tempo com a importância crescente que sempre teve para a região e o país.
Os problemas das metrópoles do século XX estão presentes e cabe enfrentá-los com toda a multidiciplinaridade possível. A arquitetura e o urbanismo são uma das forças desta transformação.
As experiências de cada povo se tornam mais valiosas quando se fazem conhecer, abrindo-se à discussão e ao diálogo com outras culturas.
Os habitantes de Belo Horizonte querem manter todo o espírito pioneiro que mostrou em 1897 a possibilidade de se fazer uma cidade do presente e do futuro.
É preciso que se construa a cidade dos próximos 100 anos.

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